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Flávio lança candidatura à Presidência com apoio de Michelle e Bolsonaro de IA

Flávio lança candidatura à Presidência com apoio de Michelle e Bolsonaro de IA

Reuters

25/07/2026

Placeholder - loading - Flávio Bolsonaro lança candidatura à Presidência durante a convenção nacional do PL em São Paulo 25 de julho de 2026 REUTERS/Jean Carniel
Flávio Bolsonaro lança candidatura à Presidência durante a convenção nacional do PL em São Paulo 25 de julho de 2026 REUTERS/Jean Carniel

Por Luciana Magalhaes

SÃO PAULO, 25 Jul (Reuters) - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ​lançou formalmente neste sábado sua candidatura à Presidência nas eleições de outubro, exibindo uma mensagem gerada por IA de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e um vídeo de apoio da madrasta, Michelle Bolsonaro, com quem teve um desentendimento recente.

Filho mais velho do ex-presidente, Flávio recebeu no palco da convenção nacional do PL em São Paulo o presidente da Argentina, Javier Milei, e também exibiu um pronunciamento em vídeo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O candidato prometeu cortes de impostos e uma postura mais rigorosa em relação ao crime, e enfatizou seu compromisso em dar continuidade ao legado político de seu pai.

'Aqui está o sangue de Bolsonaro', disse ele em tom emocionado para os apoiadores que agitavam bandeiras verdes e ⁠amarelas, em um ⁠salão de conferências que estava quase lotado, mas ​não completamente.

Milei, ‌que viajou para o Brasil na noite anterior para participar do evento e se reuniu mais cedo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez um discurso inflamado criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarando que Flávio Bolsonaro pode 'salvar' o Brasil do socialismo.

'Continuaremos oferecendo nosso depoimento em todos os lugares ⁠contra as mentiras do socialismo', disse o líder argentino.

Procurado, o Palácio do Planalto não respondeu ​imediatamente a um pedido de comentário. O presidente do PT, Edinho Silva, disse em nota ser 'inadmissível' que um ​chefe de Estado estrangeiro 'venha ao nosso país e se dirija em ‌termos desrespeitosos aos seus Poderes ​constituídos.'

A ex-primeira-dama ⁠Michelle Bolsonaro também apareceu por meio de uma mensagem em vídeo para oferecer seu apoio, em um discurso direcionado às eleitoras. Os dois se reconciliaram recentemente após uma disputa pública.

'Flávio, que Deus abençoe e proteja sua candidatura', disse ela na mensagem ​em vídeo.

A campanha de Flávio Bolsonaro perdeu o ímpeto inicial após o vazamento de mensagens em maio que o ligavam ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, a quem ele posteriormente admitiu ter pedido financiamento para um filme sobre a carreira política de seu pai.

Sua popularidade também foi abalada -- especialmente entre as mulheres -- pela disputa recente com Michelle Bolsonaro, e ainda ​por seus laços com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs tarifas sobre produtos brasileiros.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostrou Lula à frente de Bolsonaro por 48% a 43% em um possível segundo turno, uma melhora em relação aos 47% a 43% registrados em junho.

O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar após ter sido condenado a 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado após perder para Lula em 2022. Seus problemas têm afetado Flávio, que tem tido dificuldades para formar alianças políticas. Partidos de centro-direita têm se mantido neutros, em vez ​de apoiar sua candidatura.

Ainda assim, os apoiadores presentes no evento de lançamento rejeitaram as críticas ao senador e permaneceram otimistas quanto ‌às suas perspectivas.

'O Brasil precisa mudar. Não houve ⁠escândalos ligados a Flávio Bolsonaro. Isso vem da esquerda', disse Leandro Aguilar, de 44 anos, morador de São Paulo que compareceu ao evento com sua família.

Janete Rubio, de 68 anos, mostrou-se bastante emocionada durante todo o encontro, ora ⁠chorando, ora dançando ao som da música enquanto estava envolta em bandeiras ⁠do Brasil e dos Estados Unidos.

'O Brasil é muito rico, ⁠mas está sendo subestimado. ⁠Juntos, ​com a força dos Estados Unidos e a força de Trump, nós vamos conseguir', disse.

(Reportagem de Luciana MagalhãesEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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