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Flávio promete acabar com 'entraves ambientais por razões ideológicas'

Flávio promete acabar com 'entraves ambientais por razões ideológicas'

Reuters

19/10/2026

Placeholder - loading - Senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro durante comício em São Paulo 18 de outubro de 2026 REUTERS/Brian Snyder
Senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro durante comício em São Paulo 18 de outubro de 2026 REUTERS/Brian Snyder

19 Out (Reuters) - O senador e candidato ​à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu nesta segunda-feira acabar com o que chamou de 'entraves ambientais por razões ideológicas' caso seja eleito presidente, e disse que os proprietários de terra poderão fazer o que quiserem em suas propriedades caso ele chegue ao Palácio do Planalto.

Em evento com apoiadores em Marabá (PA), na região amazônica, Flávio prometeu ainda fazer 'a maior regulamentação fundiária' da história do Estado.

'Eu vou fazer a maior regulamentação fundiária que o Pará já viu, a sua terra vai ⁠ser ⁠sua no papel. Vamos respeitar a ​propriedade privada, ‌você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu', afirmou o senador em discurso durante uma motocarreata na cidade.

'Esses entraves ⁠ambientais que existem, principalmente por razões ideológicas, a gente vai ​acabar', afirmou, sem detalhar a quais entraves se referia.

A retórica de Flávio ​ecoa a defesa que seu pai, o ‌ex-presidente Jair Bolsonaro, fez ​durante ⁠seu governo entre 2019 e 2022 de revogação de parte da regulamentação ambiental que ele enxergava como excessiva, mas que ambientalistas apontam como necessárias para preservar a ​floresta e o meio ambiente.

Durante uma reunião ministerial em abril de 2020, cuja gravação foi divulgada posteriormente, o então ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles, defendeu aproveitar que as atenções estavam voltadas para ​a pandemia de Covid-19 e 'passar a boiada' para desregulamentar e mudar regras ambientais, no que foi, à época, alvo de críticas de ambientalistas.

O desmatamento da Amazônia, medido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao governo federal, superou a marca de 10 mil quilômetros quadrados em cada um dos quatro anos do governo Bolsonaro, tendo chegado a 13 mil quilômetros quadrados em 2021, ​a maior marca em 15 anos. A gestão ambiental do ex-presidente gerou críticas ‌dentro e fora do Brasil.

Na semana ⁠passada, o Inpe informou que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 42% entre agosto de 2025 e julho de 2026, alcançando 3.335 km², o ⁠menor nível registrado desde 1988, quando o governo ⁠brasileiro iniciou a coleta de ⁠dados. Nos últimos quatro ⁠anos, ​a queda foi de 71,2%.

(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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