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Governo brasileiro está preocupado com eventuais novas tarifas dos EUA, diz Durigan

Governo brasileiro está preocupado com eventuais novas tarifas dos EUA, diz Durigan

Reuters

01/06/2026

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda, Dario Durigan  31 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo
Ministro da Fazenda, Dario Durigan 31 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

Atualizada em  01/06/2026

BRASÍLIA, 1 Jun (Reuters) - O ministro ​da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira que o governo está preocupado com uma eventual imposição de tarifas pelo governo do país norte-americano sobre produtos brasileiros.

Em entrevista ao SBT News, Durigan afirmou que essa aplicação de tarifas por meio da Seção 301, que investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil, se confirmada, seria feita à revelia dos “bons argumentos” e justificativas já apresentados pelo governo ⁠brasileiro.

Ele ⁠ressaltou que a investigação, aberta ​em julho ‌do ano passado, pode estar em fase de conclusão e o governo brasileiro espera receber notícias sobre o tema em breve, antes da conclusão de negociações tarifárias ⁠que estão sendo feitas em paralelo pelos dois países.

Em relação ​às tratativas sobre tarifas, intensificadas após visita do presidente ​Luiz Inácio Lula da Silva ao ‌presidente Donald Trump ​em maio, ⁠Durigan disse, sem entrar em detalhes, que a negociação comercial poderá passar pelos setores de etanol e bens de capital.

'A gente vai ​chegar a um bom acordo', afirmou.

O ministro ainda demonstrou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de designarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações ​terroristas internacionais.

Segundo ele, a medida pode elevar custos de instituições financeiras brasileiras, com impacto sobre tarifas bancárias, impossibilitar o acesso ao Pix por bancos eventualmente afetados por sanções e aumentar a percepção de risco do Brasil.

'Nós estamos cuidando de combater o crime organizado e gostaríamos de ter a contribuição de outros países e ​dos Estados Unidos', disse, rejeitando a ideia de classificação das facções ‌como terroristas pelos EUA.

O ministro ⁠afirmou que pode ligar 'a qualquer momento' para o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mas ponderou que 'não cabe ao ⁠Brasil estar no lugar de vassalagem, ⁠de passar a mão no ⁠telefone toda hora ⁠e ​ficar implorando aos Estados Unidos'.

(Por Bernardo Caram, edição de Camila Moreira)

Reuters

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