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Grupos feministas e de fiscalização pedem que Apple e Google removam X e Grok de suas lojas

Grupos feministas e de fiscalização pedem que Apple e Google removam X e Grok de suas lojas

Reuters

14/01/2026

Placeholder - loading - Jenna Sherman, diretora de campanha da UltraViolet 13/01/2026 REUTERS/Mike Blake
Jenna Sherman, diretora de campanha da UltraViolet 13/01/2026 REUTERS/Mike Blake

Por Raphael Satter

WASHINGTON, 14 Jan (Reuters) - Uma coalizão de ⁠grupos feministas, entidades de fiscalização na área de tecnologia e ativistas progressistas está pressionando a Alphabet, proprietária do Google, e a Apple a remover a rede social X e seu chatbot associado, o Grok, de suas lojas de aplicativos.

Em cartas abertas publicadas nesta quarta-feira, a coalizão acusou os aplicativos de propriedade de Elon Musk de gerar conteúdo ilegal que viola os termos de serviço de ambas as empresas.

A iniciativa, que conta com o apoio do grupo feminista UltraViolet, da Organização Nacional para as ​Mulheres (NOW, na sigla em inglês), do grupo ⁠liberal MoveOn ⁠e do grupo de defesa dos pais ParentsTogether Action, visa pressionar Musk depois que o Grok começou a gerar imagens sexualmente explícitas, degradantes ou violentas de mulheres e crianças.

'Estamos implorando veementemente à Apple e ao Google que levem isso extremamente a sério', disse à Reuters Jenna Sherman, diretora ‌de campanha da UltraViolet, antes da divulgação da carta.

'Eles estão viabilizando um sistema ​no qual milhares, senão dezenas de milhares ‌de pessoas, principalmente mulheres ​e ​crianças, estão sendo abusadas sexualmente com a ajuda de suas próprias lojas de aplicativos.'

O X não respondeu à mensagem solicitando comentários sobre a carta. Sua empresa controladora, a xAI, ​que fornece a tecnologia do Grok, respondeu com as palavras: 'Mentiras da mídia tradicional'. Google e Apple não responderam às repetidas mensagens solicitando comentários sobre o X e o Grok.

O escrutínio continua a aumentar depois que o X foi inundado com imagens hiper-realistas de mulheres e menores de idade com roupas sumárias na virada do ano.

Malásia e Indonésia já proibiram o Grok devido ao conteúdo explícito, enquanto autoridades na Europa e no Reino Unido anunciaram investigações ou exigiram explicações.

Em paralelo, algumas organizações e líderes estão se afastando do X. Na terça-feira, a Federação Americana de Professores anunciou que estava deixando a rede social devido a imagens indecentes de crianças ⁠produzidas pelo Grok.

Embora o X tenha ajustado o comportamento do chatbot para que as ‌imagens geradas ou editadas pelo Grok ⁠não sejam publicadas na linha do tempo pública, um teste realizado pela Reuters na terça-feira mostrou que o chatbot ainda estava gerando versões de fotos de ‍pessoas de biquíni sob demanda.

Sherman afirmou que, embora a Apple e o Google afirmem levar a proteção infantil a ​sério, ‌o tratamento dado ao X revelaria 'quais são seus valores na prática'.

(Reportagem de Raphael Satter)

Reuters

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