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Haddad deixa ministério até semana que vem e deve se candidatar ao governo de São Paulo, dizem fontes

Haddad deixa ministério até semana que vem e deve se candidatar ao governo de São Paulo, dizem fontes

Reuters

09/03/2026

Placeholder - loading - Ministro Fernando Haddad  24/09/2025 REUTERS/Adriano Machado
Ministro Fernando Haddad 24/09/2025 REUTERS/Adriano Machado

Por Lisandra Paraguassu e Bernardo Caram

BRASÍLIA, ​9 Mar (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo até o final da próxima semana e, apesar da sua resistência inicial, deve aceitar o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concorrer ao governo de São Paulo, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

'Ele (Fernando Haddad) está mais sensível à conjuntura', disse uma das fontes.

A informação foi noticiada mais cedo nesta segunda-feira pelo jornal O Globo.

Procurado, o Ministério da Fazenda disse que não comentaria.

Haddad ainda não teve uma conversa ⁠definitiva ⁠com o presidente sobre a situação ​em São ‌Paulo, contou uma das fontes, mas os dois têm tratado frequentemente do assunto.

A insistência de Lula com o nome de Haddad para o governo paulista vem da necessidade de o presidente ter um palanque ⁠forte no Estado, que costuma dar bons resultados para a oposição. ​Um resultado ruim para Lula em São Paulo pode comprometer a eleição ​presidencial, avalia o partido do presidente.

Apesar de ‌pesquisas indicarem que o ​governador ⁠Tarcísio de Freitas (Republicanos), provável candidato à reeleição, venceria em todos os cenários, dos nomes possíveis para enfrentá-lo pelo lado do governo federal -- além de Haddad, foram cotados ​o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet -- o ministro da Fazenda é o que tem melhor resultado.

Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostra que, em um eventual primeiro turno, Haddad tem 31% das intenções ​de voto contra 44% de Tarcísio, enquanto Alckmin tem 26% e Simone, 19%.

Haddad não pretendia ser candidato este ano, depois de ter sido derrotado em 2016 ao disputar a reeleição para a prefeitura de São Paulo, e ter perdido também a eleição à Presidência em 2018 e ao governo de São Paulo em 2022. O ministro planejava ser um dos coordenadores da campanha de Lula ​à reeleição e chegou a ser explícito sobre isso, mas nas últimas semanas evitou ‌novas negativas em público.

As fontes ouvidas ⁠pela Reuters, no entanto, afirmam que o prognóstico de uma eleição difícil para o presidente aumentou a cobrança para que Haddad cedesse.

O ministro ainda ⁠não anunciou para sua equipe sua decisão. Haddad ⁠volta a Brasília na terça-feira, e ⁠a expectativa é ⁠que ​haja uma nova conversa, essa definitiva, com Lula esta semana.

(Reportagem adicional de Marcela Ayres)

Reuters

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