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Haddad diz que deixará governo em fevereiro, mas afasta candidatura e vê esquerda com bons nomes em SP

Haddad diz que deixará governo em fevereiro, mas afasta candidatura e vê esquerda com bons nomes em SP

Reuters

29/01/2026

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda Fernando Haddad em Brasília  13/1/2026   REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda Fernando Haddad em Brasília 13/1/2026 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  29/01/2026

29 Jan (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ⁠afirmou nesta quinta-feira que 'com certeza' deixará o governo em fevereiro, mas reiterou não ter intenção de ser candidato na eleição de outubro e avaliou que a esquerda tem bons nomes para a disputa eleitoral em São Paulo.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad evitou falar em quem seria seu sucessor na Fazenda, afirmando que é papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar quem vai ficar no lugar dele, mas exaltou seu secretário-executivo, Dario Durigan, como alguém que já trabalhou em governos petistas e que tem a vantagem de ter atuado no mercado.

'O mês de fevereiro com certeza. Devo deixar o governo em fevereiro', ​disse Haddad na entrevista. 'O Dario é uma pessoa que trabalhou ⁠na Casa ⁠Civil nos primeiros governos do PT, o Dario é uma pessoa que trabalhou na prefeitura de São Paulo na minha gestão e no Ministério da Fazenda. O Dario sempre serviu a governos progressistas. O fato de ele ter passado pelo mercado é ponto para o Dario, significa que ele traz para o setor público um conhecimento de como funcionam setores ‌relevantes da economia', acrescentou.

Fontes com conhecimento do assunto disseram recentemente à Reuters que Haddad quer ​definir com Lula a nomeação de Durigan como seu sucessor ‌na Fazenda, assim como a ​do ​atual secretário do Tesouro, Rogério Ceron, como secretário-executivo da pasta.

Na entrevista ao Metrópoles, Haddad também foi indagado sobre as eleições deste ano e voltou a dizer que pretende colaborar com a campanha à reeleição de Lula, ​não como candidato, mas como um dos formuladores da campanha.

A candidatura de Haddad a governador de São Paulo -- embora não se descarte seu nome para uma vaga no Senado --, é vista por lideranças do PT como importante para montar um palanque para Lula no maior colégio eleitoral do país. Na quarta-feira, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, defendeu abertamente que Haddad seja candidato.

'Eu entendo que nós temos nomes muito importantes em São Paulo que podem ser considerados', disse Haddad, lembrando da campanha de 2022, na qual foi derrotado no segundo turno pelo atual governador Tarcísio de Freitas, quando seu palanque contou com lideranças como o ex-governador e atual vice-presidente Geraldo Alckmin, o também ex-governador e atual ministro Márcio França e o deputado federal Guilherme Boulos.

'Já me coloquei à disposição para participar da campanha, não como ⁠candidato, mas eu tenho todo o interesse em ajudar a formular. Ajudar, não ser coordenador. O PT tem ‌presidente, o PT governa o país, não ⁠é disso que estou falando. Eu gostaria de colaborar com os meus companheiros para a elaboração de um plano de governo.'

Pouco depois, ao chegar ao Ministério da Fazenda após a entrevista, Haddad foi ‍questionado por jornalistas sobre a defesa que Gleisi fez de que ele saísse candidato e respondeu que havia ficado feliz com o 'elogio' da ​colega ‌de ministério e de partido, e que comemorava as palavras da ministra.

(Reportagem de Eduardo SimõesEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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