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Ibovespa sobe após BC deixar em aberto próximas decisões sobre juros, mas Petrobras pressiona

Ibovespa sobe após BC deixar em aberto próximas decisões sobre juros, mas Petrobras pressiona

Reuters

18/06/2026

Placeholder - loading - Pessoas observam um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 REUTERS/Paulo W
Pessoas observam um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 REUTERS/Paulo W

Atualizada em  18/06/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 18 Jun (Reuters) - O ​Ibovespa buscava se sustentar no território positivo nesta quinta-feira, um dia após o Banco Central cortar a taxa Selic para 14,25% ao ano na véspera e preservar a opcionalidade para os próximos movimentos, mas Petrobras pressionava negativamente na esteira do declínio dos preços do petróleo no exterior.

Por volta de 10h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,37%, a 169.080,62 pontos. O volume financeiro somava R$3,1 bilhões.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, confirmando as previsões do mercado.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom afirmou que a ⁠restrição acumulada ⁠da política monetária permite agora diferentes dosagens ​de juros ‌para levar a inflação à meta, mas ponderou que a trajetória necessária para assegurar essa convergência no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante para o BC, faria a inflação projetada a partir desse período ficar abaixo do alvo de 3%.

Economistas do BTG Pactual destacaram ⁠que o comunicado deixou de sinalizar preferência clara pela continuidade do ciclo de ​calibragem, diferentemente de abril, quando a comunicação indicava que a sequência do processo ainda era ​o cenário mais provável.

'Nesse sentido, a barra para a continuidade ‌do ciclo subiu em ​relação à ⁠reunião anterior, em linha com o que esperávamos. A forma como isso foi feito, contudo, foi menos clara do que imaginávamos: o Copom não condicionou de forma explícita os próximos passos à evolução das ​projeções e das expectativas', afirmaram em relatório após a decisão.

'Ademais, a discussão sobre evitar projeções de inflação abaixo da meta no horizonte que passará a ser relevante na próxima decisão é um elemento 'dovish': se usada de forma recorrente, pode manter a porta aberta para ajustes adicionais.'

No exterior, Estados Unidos ​e Irã divulgaram na quarta-feira o texto de um acordo provisório que seus presidentes assinaram para pôr fim à guerra, o que apoiava novo alívio nos preços do petróleo no exterior e alta em Wall Street. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,78%.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN tinha alta de 1,18%, em pregão positivo no setor. BRADESCO PN avançava 1,31%, BANCO DO BRASIL ON subia 1,03% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizava-se 0,96%. Também no Ibovespa, BTG PACTUAL UNIT era ​negociada com elevação de 2%.

• VALE ON recuava 0,46%, em meio a um novo declínio dos futuros do ‌minério de ferro na China, onde o ⁠contrato mais negociado em Dalian encerrou em baixa de 1,13%.

• PETROBRAS PN perdia 2,64%, também alinhada ao recuo dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent ⁠cedia 2,94%, a US$77,21.

• EMBRAER subia 1,85%, ampliando a alta no ⁠mês para mais de 9%.

• NATURA ON caía ⁠2,3%, aprofundando as ⁠perdas ​da véspera e somando já um recuo de mais de 23% em junho.

(Por Paula Arend Laier;Edição Michael Susin)

Reuters

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