Ibovespa recua mais de 1% por falta de sinalização do BC sobre juros, em dia cheio de balanços
Ibovespa recua mais de 1% por falta de sinalização do BC sobre juros, em dia cheio de balanços
Reuters
06/08/2026
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 6 Ago (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, abaixo dos 176 mil pontos, após o Banco Central reduzir a Selic a 14% ao ano, mas não sinalizar os próximos passos.
Investidores também repercutiram uma bateria de resultados corporativos, entre eles os números de Bradesco e Axia, enquanto o final do dia reserva novas divulgações, incluindo o balanço da Petrobras.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,23%, a 175.546,36 pontos, terminando perto da mínima do dia (175.514,86 pontos). Na máxima, marcou 177.720 pontos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu na quarta-feira cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, mas deixou os próximos passos em aberto, argumentando que manterá “a restrição adequada” para assegurar a convergência da inflação à meta.
O BC ponderou em comunicado que o cenário atual é 'caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base', o que exige serenidade e cautela na condução da política monetária.
Na visão da estrategista de ações Rebecca Nossig, da Nomad, o Copom adotou um tom duro ao avaliar o processo de controle da inflação e preferiu não se comprometer com novos cortes nas próximas reuniões, ressaltando que os passos futuros dependerão da evolução dos dados econômicos.
'Essa cautela sinaliza que os juros no Brasil devem permanecer em patamares elevados por mais tempo', afirmou.
No exterior, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou com um declínio de 0,18%, experimentando uma pausa após um início de semana forte, enquanto os investidores analisavam a última rodada de resultados corporativos e buscavam sinais de progresso nas negociações entre os EUA e o Irã.
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(Por Paula Arend LaierEdição de Pedro Fonseca)
Reuters

