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Incêndios florestais na Patagônia geram críticas às medidas de austeridade de Milei

Incêndios florestais na Patagônia geram críticas às medidas de austeridade de Milei

Reuters

30/01/2026

Placeholder - loading - Moradores carregam balde d'água em meio a incêndios florestais no Estado patagônico de Chubut, na Argentina 29/01/2026 REUTERS/Gonzalo Keogan
Moradores carregam balde d'água em meio a incêndios florestais no Estado patagônico de Chubut, na Argentina 29/01/2026 REUTERS/Gonzalo Keogan

Por Leila Miller

BUENOS AIRES, 30 Jan (Reuters) - Os incêndios florestais ⁠na Patagônia destruíram uma área com mais do dobro do tamanho de Buenos Aires, gerando críticas às medidas de austeridade do presidente Javier Milei, que reduziram significativamente os recursos de ajuda.

O governo anunciou na quinta-feira que declararia estado de emergência nas províncias de Chubut, Rio Negro, Neuquén e La Pampa, no sul do país, para ajudar a liberar recursos.

Os incêndios florestais são comuns na Patagônia durante os meses de verão, mas os incêndios atuais atingiram o Parque Nacional Los Alerces, um Patrimônio Mundial da Unesco famoso ​por suas árvores alerces, que podem viver mais ⁠de ⁠3.600 anos, tornando-as a segunda espécie de árvore mais longeva do mundo.

Os incêndios florestais atuais estão concentrados na província de Chubut, onde os bombeiros lutam contra ventos fortes e altas temperaturas. O governo de Chubut afirmou que mais de 44.515 hectares foram destruídos até agora. Os primeiros incêndios florestais da ‌temporada começaram em dezembro.

O governo de Milei tem buscado um aperto fiscal agressivo, ​apelidado de cortes de gastos 'motosserra', e grupos ambientalistas ‌têm criticado os cortes ​orçamentários ​que reduziram significativamente o financiamento para prevenção e resposta a incêndios florestais.

O orçamento da Argentina para 2026 reduziu o financiamento para o Serviço Nacional de Gestão de Incêndios em 71% ​em termos reais em comparação com o ano anterior, de acordo com a FARN, um grupo local sem fins lucrativos.

'Esses incêndios são absolutamente previsíveis', disse Ariel Slipak, economista da FARN, acrescentando que o governo de Milei priorizou um orçamento equilibrado em detrimento dos fundos de emergência 'a todo custo'.

O Ministério da Segurança da Argentina disse na quinta-feira que alocaria cerca de US$69 milhões para apoiar os esforços de combate a incêndios.

Milei já se referiu às mudanças climáticas como uma 'mentira socialista', atraindo críticas de ativistas ambientais.

Seu governo afirmou que também está considerando se retirar do Acordo de Paris, o principal pacto climático mundial, seguindo o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ⁠um aliado próximo de Milei, que saiu do acordo este ano.

'Continuar negando ou subestimando os ‌efeitos das mudanças climáticas, sobre os ⁠quais a ciência e o movimento ecológico vêm alertando há muito tempo, é uma irresponsabilidade política que será paga pelas florestas e pelas casas', afirmou Hernán Giardini, ‍do Greenpeace na Argentina, em comunicado.

A área queimada já ultrapassou os cerca de 32.374 hectares de floresta patagônica queimados ​durante ‌a temporada de incêndios do verão passado, de acordo com o Greenpeace.

(Reportagem de Leila Miller)

Reuters

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