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Indústria da zona do euro compraram matérias-primas em abril com queda do otimismo sobre guerra no Oriente Médio, mostra PMI

Indústria da zona do euro compraram matérias-primas em abril com queda do otimismo sobre guerra no Oriente Médio, mostra PMI

Reuters

04/05/2026

Placeholder - loading - Fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg, Alemanha  5 de novembro de 2025. REUTERS/Leon Kuegeler
Fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg, Alemanha 5 de novembro de 2025. REUTERS/Leon Kuegeler

LONDRES, 4 Mai (Reuters) - As indústrias da zona ​do euro correram para acumular estoques de matérias-primas em abril em meio a temores de novas interrupções no fornecimento e custos mais altos ligados ao conflito no Oriente Médio, enquanto a confiança dos empresários caiu para o nível mais baixo desde o final de 2024, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira.

O resultado do Índice de Gerentes de compras (PMI) da S&P Global para a indústria da zona do euro foi distorcido, pois os clientes também compraram imediatamente em vez de esperar, ⁠devido aos ⁠temores de mais aumentos de preços ​e ‌às restrições de disponibilidade previstas. Os novos pedidos - um indicador importante da demanda - cresceram pela taxa mais rápida em quatro anos.

No mês passado, o PMI do setor subiu para 52,2, de 51,6 em março, em ⁠linha com o dado preliminar. Leituras do PMI acima de 50,0 ​indicam crescimento na atividade.

'A produção e as carteiras de pedidos estão sendo ​impulsionadas pela formação de estoques de segurança, como ‌resultado de preocupações ​generalizadas sobre ⁠a escassez de oferta e o aumento dos preços decorrentes da guerra no Oriente Médio', disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

'Em vez ​disso, olhe para o índice de expectativas de produção futura da pesquisa para obter uma imagem mais verdadeira da situação econômica que está se desenvolvendo na zona do euro', acrescentou Williamson.

O índice de produção futura - um indicador de ​otimismo - caiu de 58,2 para 55,4, valor mais baixo em 17 meses.

O crescimento na região já havia desacelerado para 0,1% no último trimestre, abaixo das expectativas de uma expansão de 0,2%.

Os custos para os fabricantes dispararam - o índice de preços de insumos saltou de 68,9 para 77,0 - enquanto as fábricas aumentaram os preços cobrados no ritmo mais rápido desde janeiro de 2023. A inflação subiu ainda ​mais no bloco no mês passado, mostraram dados oficiais na última quinta-feira, com o ‌aumento dos custos de energia ampliando ⁠a justificativa para o aumento das taxas de juros.

O Banco Central Europeu manteve sua taxa de depósito em 2,00%, conforme esperado, na quinta-feira, mas sinalizou ⁠preocupações crescentes com o aumento da inflação, deixando ⁠os mercados na expectativa de que ⁠os juros sejam ⁠elevados ​várias vezes este ano, com um provável movimento inicial em junho.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Reuters

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