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Irã condena planos dos EUA de anunciar novas sanções

Irã condena planos dos EUA de anunciar novas sanções

Reuters

22/08/2026

Placeholder - loading - Pessoas caminham ao lado de uma maquete simbólica de um míssil iraniano e de uma bandeira iraniana na Praça Imam Hussein, em Teerã, Irã, em 12 de julho de 2026. Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notíc
Pessoas caminham ao lado de uma maquete simbólica de um míssil iraniano e de uma bandeira iraniana na Praça Imam Hussein, em Teerã, Irã, em 12 de julho de 2026. Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notíc

CAIRO/WASHINGTON, 22 Ago (Reuters) - O Irã condenou, neste ​sábado, os planos dos Estados Unidos de anunciar novas sanções que poderiam agravar ainda mais a situação econômica da República Islâmica e afetar seus principais parceiros comerciais, incluindo a China.

Após quase seis meses de guerra, desde que os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro, os lados não estão mais trocando tiros, mas também não mostram sinais de que pretendam retomar as ⁠negociações ⁠de paz.

O transporte de petróleo ​está praticamente ‌paralisado no Estreito de Ormuz, com Teerã ameaçando atacar qualquer petroleiro não autorizado que tente transitar por essa importante via navegável, e a economia do Irã já está sob ⁠imensa pressão devido às sanções.

O secretário do Tesouro dos EUA, ​Scott Bessent, deve dar uma coletiva de imprensa na segunda-feira, ​após ameaçar aplicar “as sanções mais duras ‌da história” contra ​o Irã.

Bessent ⁠também instou a China a cooperar com Washington, já que o país compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, de acordo ​com dados de 2025 da empresa de análise Kpler. Pequim tem defendido a via diplomática.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse, neste sábado, que o iminente anúncio dos ​EUA sobre novas sanções econômicas era uma “afirmação de soberania extraterritorial sobre todos os Estados-membros independentes das Nações Unidas”.

“Tais sanções secundárias não têm fundamento no direito internacional”, disse ele em uma postagem no X.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, prometeu, na sexta-feira, que o Irã responderia militarmente às ameaças inimigas com “respostas esmagadoras, punitivas ​e devastadoras”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que alertou sobre consequências ‌econômicas contra qualquer país que forneça “qualquer ⁠tipo de apoio vital ao Irã”, disse, na sexta-feira, que Washington estava observando “o que acontece” no conflito.

“Eles adorariam fechar um acordo, mas, ⁠na minha opinião, não estão prontos para ⁠fechar o acordo certo”, disse ⁠Trump sobre o ⁠Irã.

(Reportagem ​de Kanishka Singh e Ismail Shakil, com contribuição adicional de Eman Abouhassira)

Reuters

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