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Irã e EUA apresentam alegações contraditórias sobre controle do Estreito de Ormuz

Irã e EUA apresentam alegações contraditórias sobre controle do Estreito de Ormuz

Reuters

13/08/2026

Placeholder - loading - Petroleiros atravessam o Estreito de Ormuz   21 de dezembro de 2018  REUTERS/Hamad I Mohammed
Petroleiros atravessam o Estreito de Ormuz 21 de dezembro de 2018 REUTERS/Hamad I Mohammed

Atualizada em  13/08/2026

DUBAI, 13 Ago (Reuters) - O Estreito de Ormuz está “sob ​o controle e a gestão do Irã”, afirmou nesta quinta-feira o chefe da unidade paramilitar iraniana Basij, Hossein Taeb, um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA tinham “controle total” sobre a via navegável estratégica.

Taeb disse que os Estados Unidos tentaram minar o que ele descreveu como a popularidade da República Islâmica na região, iniciando mais uma guerra no Estreito de Ormuz, mas foram mais uma vez derrotados, apesar de alegarem que o Irã não possui nem força aérea nem marinha.

“Hoje vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, declarou Taeb, segundo ⁠a agência ⁠de notícias semioficial Fars, acrescentando que o Irã ​continua seguindo ‌seu curso com total segurança.

Após o início da guerra, deflagrada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã praticamente fechou o estreito, por onde anteriormente transitava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Posteriormente, os EUA impuseram ⁠um bloqueio naval à navegação e aos portos iranianos, ao mesmo tempo em ​que afirmavam que protegeriam a liberdade de navegação para embarcações que se dirigissem a portos não ​iranianos ou deles partissem.

CONSELHEIRO IRANIANO FALA DE “NOVA ORDEM REGIONAL”

O comando ‌militar conjunto do Irã, o ​Quartel-General ⁠Central Khatam al-Anbiya, afirmou ainda nesta quinta-feira que nenhuma embarcação poderia transitar pelo Estreito de Ormuz sem a permissão de Teerã.

“As alegações infundadas feitas pelos Estados Unidos a respeito da passagem normal de embarcações pelo Estreito ​de Ormuz... nada mais são do que mentiras e falsidades”, afirmou o comando em comunicado publicado pela mídia estatal.

Em junho, os dois países chegaram a um acordo provisório que estabelecia um cessar-fogo permanente e exigia o rápido restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo.

O acordo fracassou poucas semanas depois, quando o Irã ​retomou ataques limitados a embarcações que, segundo o país, navegavam em desacordo com os termos do pacto; isso levou os EUA a reiniciarem ataques contra províncias do sul do Irã — ações que Washington descreveu como destinadas a reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo.

Em uma postagem no X nesta quinta-feira, Mohammad Mokhber, conselheiro do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a estratégia de Mojtaba seria uma “guerra ofensiva”, caso as condições de Teerã não fossem atendidas.

“O caminho mais duradouro para uma nova ordem ​regional reside na implementação do mecanismo de segurança econômica de Ormuz, independentemente das garantias militares de Washington”, escreveu ‌Mokhber, em uma aparente referência a um ⁠acordo esperado entre o Irã e Omã para organizar o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

Também nesta quinta-feira, a autoridade militar e política de alto escalão Rasoul Sanaei-Rad declarou que o Irã não reabriria ⁠o estreito a menos que a outra parte cumprisse seus compromissos ⁠previstos no acordo provisório, acrescentando que a reabertura da ⁠via navegável não é ⁠algo ​que os EUA possam realizar unilateralmente, segundo a agência de notícias Fars.

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(Reportagem de Elwely Elwelly e Redação de Dubai)

Reuters

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