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Irã não fará concessões em matéria nuclear, diz autoridade iraniana

Irã não fará concessões em matéria nuclear, diz autoridade iraniana

Reuters

25/09/2026

Placeholder - loading - Carros passam por outdoor sobre o Estreito de Ormuz, em um prédio em Teerã 16 de setembro de 2026  Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS
Carros passam por outdoor sobre o Estreito de Ormuz, em um prédio em Teerã 16 de setembro de 2026 Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS

Atualizada em  25/09/2026

Por Parisa Hafezi e Don Durfee

NAÇÕES UNIDAS, 25 ​Set (Reuters) - O Irã não mostrará flexibilidade em relação ao seu programa nuclear, mesmo que os Estados Unidos aceitem sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz — proposta que prevê medidas como o fim do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos —, afirmou uma autoridade sênior iraniana à Reuters nesta sexta-feira.

A autoridade, que falou sob condição de anonimato, afirmou que a via navegável permanecerá fechada até que “todas as condições do Irã sejam atendidas” pelos Estados Unidos.

Sob a proposta do Irã, Teerã se ofereceu para reabrir o Estreito de Ormuz, de importância estratégica vital. Em até sete dias, as hostilidades cessariam em todas as frentes, incluindo o ⁠Líbano; os Estados ⁠Unidos suspenderiam o bloqueio aos portos iranianos, ​liberariam os ‌fundos congelados do Irã e revogariam as sanções ao petróleo, afirmou na quinta-feira o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.

A proposta surge após uma forte escalada nas tensões no Oriente Médio, após sete meses de guerra entre o Irã e os Estados Unidos, com ⁠as milícias houthis no Iêmen, apoiadas pelo Irã, lançando mísseis e drones contra a ​Arábia Saudita.

O estreito tornou-se a principal moeda de troca nos esforços para pôr fim ao ​conflito entre os EUA e o Irã, com o Irã ‌buscando alívio do bloqueio norte-americano ​que ⁠está sufocando sua economia e Washington buscando livre passagem para navios na rota global de abastecimento de petróleo, atualmente bloqueada por Teerã.

Em uma reunião com jornalistas na quinta-feira, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, ​o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que esperava que um acordo com Washington para pôr fim às hostilidades pudesse ser alcançado antes das eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro.

O governo iraniano afirmou que só estaria disposto a participar de negociações detalhadas sobre seu programa nuclear ​depois que suas condições fossem atendidas pelos EUA.

Mas o representante oficial afirmou que o Irã não faria concessões quanto aos seus direitos, incluindo o enriquecimento de urânio ou o envio de seu urânio altamente enriquecido para fora do país, uma das principais exigências dos EUA.

Israel, os Estados Unidos e outros países ocidentais há muito acusam o Irã de buscar armas nucleares, apontando, entre outros fatores, sua iniciativa de enriquecer urânio a 60%, nível muito superior ao necessário para usos civis e mais próximo dos 90% exigidos ​para a fabricação de armas. O Irã nega estar buscando armas nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atômica estima ‌que o Irã possuía 440,9 kg de ⁠urânio enriquecido a 60% quando Israel e os EUA atacaram instalações nucleares iranianas em junho de 2025. Não está claro quanto desse material sobreviveu.

Autoridades iranianas afirmaram que o Irã poderia concordar em diluir ⁠seu urânio mais altamente enriquecido.

Em maio, a Reuters noticiou que o ⁠líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu uma ⁠diretiva determinando que o ⁠urânio ​altamente enriquecido do país não deve ser enviado para o exterior, segundo duas fontes iranianas de alto escalão.

Reuters

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