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JPMorgan remodela corrida pela sucessão de Jamie Dimon com mudança de executivos

JPMorgan remodela corrida pela sucessão de Jamie Dimon com mudança de executivos

Reuters

25/06/2026

Placeholder - loading - Jamie Dimon, presidente do conselho e CEO do JPMorgan Chase & Co. discursa no Economic Club of New York, em Nova York, Estados Unidos 23 de abril de 2024 REUTERS/Mike Segar
Jamie Dimon, presidente do conselho e CEO do JPMorgan Chase & Co. discursa no Economic Club of New York, em Nova York, Estados Unidos 23 de abril de 2024 REUTERS/Mike Segar

Por Manya Saini e Nupur Anand

25 jun (Reuters) - O JPMorgan Chase reconfigurou a corrida pelo ​eventual sucessor do presidente-executivo do banco, Jamie Dimon, com a promoção de Doug Petno e Troy Rohrbaugh a copresidentes, ao mesmo tempo que anunciou a aposentadoria da executiva sênior Marianne Lake, amplamente considerada por Wall Street como uma das principais candidatas ao cargo.

As mudanças na liderança reduzem o número de executivos seniores há muito considerados sucessores de Dimon, que, após duas décadas no comando, exerce influência em Wall Street como nenhum outro líder. Suas opiniões sobre a economia, a regulamentação e os mercados financeiros são acompanhadas de perto por investidores e formuladores de políticas. A questão do eventual sucessor de Dimon tem sido, por anos, uma das sagas de transição mais discutidas no mundo corporativo norte-americano.

O JPMorgan anunciou nesta quinta-feira que Rohrbaugh assumirá o cargo de presidente-executivo de banco de varejo e comunidade, substituindo Lake, que se aposentará após mais de 25 anos na instituição financeira. Petno assumirá o cargo de presidente-executivo do banco comercial e de investimentos.

'As mudanças anunciadas hoje representam um passo importante no processo criterioso do nosso conselho em relação ao planejamento de sucessão e ao desenvolvimento ⁠de nossos principais líderes', disse ⁠Dimon.

SAÍDA DE LAKE FOI SURPRESA

Lake era cotada por analistas e pela ​mídia como uma ‌potencial candidata ao cargo de Dimon, juntamente com a também veterana executiva Jennifer Piepszak, que retirou sua candidatura no ano passado e foi nomeada diretora de operações. Sua saída deixou analistas e investidores perplexos.

'É muito surpreendente que Lake não tenha sido escolhida. Havia uma expectativa de que o JPMorgan pudesse ser mais um banco com uma mulher como CEO, mas isso é improvável agora', disse Walter Todd, diretor de investimentos da Greenwood Capital Management, que possui ações do JPMorgan.

Os investidores já se ⁠perguntam se ela conseguirá um cargo de destaque em outro banco ou instituição financeira. 'Não seria surpreendente se ela acabasse em um banco ​concorrente depois de algum tempo. O Citi tem contratado alguns executivos de alto nível e está em fase de crescimento, podendo ser um próximo destino para ​Lake', disse Brian Mulberry, gestor de portfólio da Zacks Investment Management, que detém ações do JPMorgan.

Durante sua ‌passagem pelo JPMorgan, Lake atuou como presidente-executiva de ​crédito ao ⁠consumidor e também como diretora financeira do banco.

Ela e Piepszak estavam no grupo de executivos que supervisionaram a integração do falido First Republic Bank após a compra pelo JPMorgan no ano passado. Foi a primeira aquisição dessa magnitude pelo JPMorgan desde as tomadas de controle do Bear Stearns e do Washington Mutual durante a crise financeira.

'Ela (Lake) tem sido uma parceira e amiga ​excepcional e dedicou sua carreira a defender nossos funcionários e clientes', escreveu Dimon em um memorando aos funcionários.

O banco também concedeu a Petno e Rohrbaugh bônus únicos de retenção de US$30 milhões cada, enquanto Piepszak e Mary Erdoes, que permanecerá como presidente-executiva de gestão de ativos e patrimônio, receberam US$20 milhões cada.

'Os dois copresidentes se tornaram os favoritos', escreveram analistas do Wells Fargo, liderados por Mike Mayo, em um relatório. A corretora, no entanto, acrescentou que não descartaria Piepszak, o diretor financeiro Jeremy Barnum ou mesmo um candidato externo, embora ​espere que o banco dê preferência a um sucessor interno.

ERA DIMON

Dimon tornou-se presidente-executivo do JPMorgan em janeiro de 2006 e assumiu o cargo de presidente do conselho um ano depois.

Sob sua liderança, o banco ascendeu ao topo de Wall Street, tanto em termos de ativos quanto de valor de mercado. O JPMorgan agora ostenta uma capitalização de mercado de mais de US$890 bilhões, superando o valor combinado de seus dois maiores rivais, Bank of America e Citigroup.

As ações subiram quase 750%, superando em muito o ganho de 480% do S&P 500 desde que ele se tornou presidente-executivo.

A relevância de Dimon tem alimentado especulações recorrentes de que ele poderia, um dia, assumir um cargo de alto nível em Washington, como o de secretário do Tesouro. Não há um cronograma claro para a sua saída, e ele tem reiterado com frequência que o conselho está focado no planejamento de sucessão, contando ​com um grupo de executivos “extremamente” qualificados preparados para eventualmente assumir o comando da instituição.

O analista Ebrahim Poonawala, do Bank of America, afirmou que os acontecimentos desta quinta-feira indicam que Dimon permanecerá ‌como presidente-executivo por mais alguns anos.

'Dimon demonstrou grande envolvimento em todos os ⁠aspectos da gestão do banco e, acreditamos, é o mais indicado para conduzir a instituição por um período em que o setor bancário provavelmente passará por rápidas transformações devido à adoção de inteligência artificial e tecnologias de ativos digitais', escreveu.

Como parte de sua estratégia de desenvolvimento de liderança, o banco tem promovido regularmente a transferência de seus ⁠principais líderes entre divisões-chave, expondo os executivos a uma ampla gama de negócios e preparando-os para uma possível sucessão ⁠ao cargo de presidente-executivo.

'Estarei aqui por alguns anos como presidente-executivo e talvez mais alguns ⁠como presidente do conselho, dependendo do que ⁠o ​conselho decidir', disse Dimon em fevereiro, em evento com investidores do banco.

(Por Manya Saini em Bengaluru e Nupur Anand em Nova York; reportagem adicional de Arasu Kannagi Basil e Tatiana Bautzer)

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