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Juiz nega pedido para que Lindsay Clancy seja considerada inocente após anulação de julgamento

Juiz nega pedido para que Lindsay Clancy seja considerada inocente após anulação de julgamento

Reuters

01/10/2026

Placeholder - loading - Lindsay Clancy permanece sentada durante uma audiência em Plymouth, Massachusetts 29 de setembro de 2026 Greg Derr/Pool via REUTERS
Lindsay Clancy permanece sentada durante uma audiência em Plymouth, Massachusetts 29 de setembro de 2026 Greg Derr/Pool via REUTERS

Por Nate Raymond

BOSTON, 1 Out (Reuters) - Um ​juiz de Massachusetts que presidiu o julgamento de Lindsay Clancy por homicídio rejeitou, nesta quinta-feira, um pedido de seus advogados para que ela fosse declarada inocente do crime, afirmando que a promotoria apresentou provas suficientes para que o júri a considerasse responsável pela morte de seus três filhos pequenos em 2023.

Os advogados de Clancy haviam instado o juiz William Sullivan, em Plymouth, a concluir que a promotoria não havia conseguido ⁠provar ⁠que ela pudesse ser considerada ​criminalmente responsável ‌pela morte de seus filhos apesar de sofrer do que eles alegavam ser uma doença mental. Sullivan declarou a nulidade do julgamento em 4 de setembro, após o júri chegar ⁠a um impasse.

Ninguém naquele julgamento contestou que Clancy estrangulou seus ​três filhos com faixas elásticas de ginástica em 24 de janeiro ​de 2023, no porão de sua casa ‌em Duxbury, subúrbio ​de ⁠Boston. Em seguida, ela se cortou com uma faca e pulou de uma janela do segundo andar na tentativa de tirar a própria vida, ​ficando paralisada.

Mas, nesta quinta-feira, os advogados de Clancy alegaram que os promotores não apresentaram nenhuma prova no julgamento que comprovasse que ela tivesse de fato matado Cora, de 5 anos; Dawson, de 3; e ​Callan, de 8 meses. Eles também argumentaram que as provas demonstravam que Clancy estava em meio a uma psicose pós-parto naquele momento e deveria ser considerada inocente por motivo de insanidade.

Sullivan, porém, afirmou que a promotoria havia apresentado provas físicas e circunstanciais suficientes para permitir que o júri concluísse que Clancy foi quem estrangulou as crianças e era ​criminalmente responsável por matá-las.

Ele citou o depoimento das testemunhas periciais da acusação, ‌que “declararam ser de sua opinião que ⁠a ré não carecia de capacidade substancial para compreender a criminalidade ou a ilicitude de sua conduta”.

“Embora a ré também tenha ⁠apresentado peritos que discordavam dos peritos da acusação, ⁠cabe ao julgador, a seu ⁠critério, atribuir pouco ⁠ou ​nenhum peso a essas provas”, escreveu Sullivan.

(Reportagem de Nate Raymond, em Boston)

Reuters

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