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Kremlin comemora eleição de quase 50 veteranos da guerra na Ucrânia para Parlamento russo

Kremlin comemora eleição de quase 50 veteranos da guerra na Ucrânia para Parlamento russo

Reuters

25/09/2026

Placeholder - loading - Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov   12 de setembro de 2026   Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS
Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov 12 de setembro de 2026 Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS

MOSCOU, 25 Set (Reuters) - O Kremlin ​comemorou nesta sexta-feira a eleição de 46 veteranos da guerra da Rússia na Ucrânia para a câmara baixa do Parlamento, a Duma Estatal, que conta com 450 assentos, afirmando que eles terão forte participação no processo legislativo.

Ella Pamfilova, presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, anunciou nesta sexta os resultados completos e definitivos da eleição de três dias realizada neste mês, afirmando que ⁠os ⁠veteranos representarão mais de 10% ​da nova ‌Duma — um número que, segundo a mídia russa, seria um recorde na Rússia pós-soviética.

Questionado sobre o sucesso eleitoral dos veteranos daquilo que a Rússia chama de “operação militar ⁠especial” na Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ​disse:

“Bem, em primeiro lugar, isso é excelente. A experiência de ​nossos heróis é muito procurada. Os ‌resultados da votação ​confirmaram ⁠isso claramente. E, é claro, cada um em sua área de atuação dará a maior contribuição possível para a formulação de várias ​iniciativas.”

Pamfilova afirmou que os resultados finais mostraram que o partido governista Rússia Unida obteria 349 cadeiras no novo Parlamento, o Partido Comunista 37 cadeiras, o LDPR ultranacionalista 23 cadeiras, ​o partido Novo Povo 19 cadeiras, o partido Rússia Justa 17 cadeiras e o partido Pátria uma cadeira. Outras quatro cadeiras iriam para candidatos independentes que se apresentaram, segundo ela.

O presidente Vladimir Putin disse que a alta participação eleitoral, de quase 60%, demonstrou que os russos apoiam suas Forças Armadas que lutam na ​Ucrânia e os esforços das autoridades para proteger a segurança nacional.

Em ‌um sistema político rigidamente ⁠controlado, que, segundo os críticos, não tolera dissidência genuína, a maioria dos candidatos antigerra foi impedida de concorrer e aqueles ⁠que participaram não conquistaram nenhuma cadeira ⁠no Parlamento nacional, embora o ⁠partido liberal Yabloko ⁠tenha ​conseguido uma pequena presença em um Parlamento regional.

(Reportagem de Dmitry Antonov)

Reuters

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