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Leilão de transmissão tem maior deságio desde 2020 e Engie e Cymi como vencedoras

Leilão de transmissão tem maior deságio desde 2020 e Engie e Cymi como vencedoras

Reuters

27/03/2026

Placeholder - loading - Torres de transmissão de energia 11/10/2021 REUTERS/Cesar Olmedo
Torres de transmissão de energia 11/10/2021 REUTERS/Cesar Olmedo

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) - O leilão de ​transmissão de energia desta sexta-feira registrou o maior desconto médio ofertado desde 2020 nas licitações do tipo, em disputas que tiveram a Engie Brasil e a Cymi como as vencedoras dos maiores projetos para reforçar a rede elétrica nacional.

O certame contratou todos os cinco lotes, sendo que um deles foi dividido em quatro sublotes, com deságio médio total de 50,96% em relação à receita anual permitida (RAP) máxima calculada para os ativos. O desconto foi o mais alto desde 2020, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Engie conquistou o maior projeto do ⁠certame, para ⁠a instalação de compensadores síncronos em Estados ​do Nordeste, ‌com R$1,38 bilhão em aportes, além de outro lote menor, com obras no Paraná e Santa Catarina, somando cerca de R$1,5 bilhão em aportes estimados.

Após o leilão, o diretor de transmissão da companhia, Gustavo Labanca, disse que a vitória representa uma ⁠diversificação de portfólio para a elétrica, que buscará dominar a tecnologia dos compensadores ​síncronos, equipamentos que ajudam a regular tensão e frequência e serão cada vez mais ​necessários para o sistema elétrico nacional.

A outra grande vencedora ‌foi a Cymi, empresa ​tradicionalmente ⁠investidora no segmento de transmissão de energia que é do grupo Cobra, subsidiária da francesa Vinci.

A Cymi também ganhou dois projetos, um deles com linhas e subestações de energia em Minas Gerais, ​Rio de Janeiro e São Paulo, e outro com instalações no Pará e Mato Grosso. Ao todo, o grupo também deverá investir na casa de R$1,5 bilhão na execução dos projetos.

As duas companhias desbancaram outras grandes elétricas, como Axia Energia, que participou da concorrência por ​vários lotes mas não venceu; o fundo Warehouse, do BTG; a transmissora Taesa; e a portuguesa EDP.

O certame teve ainda um terceiro ganhador, o consórcio BR2ET, formado por Enind Energia e Participações, Brasiluz Eletrificação e Eletrônica, Raff Geração e Comércio de Energia, e Brenergia Participações.

As empresas que compõem o BR2ET já se sagraram vencedoras de projetos de transmissão no passado, segundo Ivo Nazareno, secretário de leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A sessão desta sexta-feira é a primeira do ​primeiro leilão deste ano, que foi dividido em duas datas pela Aneel.

Inicialmente, o certame iria ofertar ‌um número maior de lotes, mas quatro ⁠deles foram retirados da competição desta semana e postergados para aguardar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre sua relicitação.

Está previsto ainda um segundo certame de transmissão ⁠em 2026, no final de outubro. De acordo com Nazareno, ⁠a expectativa é de que o leilão ⁠seja 'muito grande', ofertando projetos ⁠de ​maior porte em relação aos desta sexta-feira, com investimentos totais estimados em R$22 bilhões.

(Por Letícia Fucuchima)

Reuters

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