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Lucro da Vale sobe 36% para US$1,9 bi no 1° tri

Lucro da Vale sobe 36% para US$1,9 bi no 1° tri

Reuters

28/04/2026

Placeholder - loading - Veículos autônomos de mineração operam na maior mina de minério de ferro do mundo, administrada pela Vale, no Pará 7 de outubro de 2025 REUTERS/Jorge Silva
Veículos autônomos de mineração operam na maior mina de minério de ferro do mundo, administrada pela Vale, no Pará 7 de outubro de 2025 REUTERS/Jorge Silva

Atualizada em  28/04/2026

SÃO PAULO, 28 Abr (Reuters) - A Vale, uma das maiores produtoras ​de minério de ferro do mundo, reportou nesta terça-feira um lucro líquido de US$1,9 bilhão no primeiro trimestre, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado, com maiores volumes e preços de seus principais produtos.

O resultado da mineradora veio um pouco abaixo da expectativa de analistas, de US$2 bilhões, conforme dados compilados pela LSEG.

Em meados deste mês, a companhia havia relatado alta de 3,9% no volume de vendas de minério de ferro entre janeiro e março ante o mesmo período de 2025, para 68,7 milhões de toneladas. Além do maior volume de vendas, o preço médio realizado no período do principal produto da companhia subiu 5,5%.

'Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em ⁠todo o nosso ⁠portfólio', afirmou o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, em ​nota.

A companhia ‌reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de US$3,83 bilhões, avanço anual de 23%, após o volume de vendas de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre ter ficado no maior patamar para o período desde 2018.

A receita líquida de vendas avançou 14% para US$9,26 bilhões, com a empresa contando também com ⁠maiores volumes de vendas de níquel e cobre.

'Durante o trimestre, alcançamos recordes de produção em múltiplos ​ativos, demonstrando a força de nossas operações', destacou Pimenta. Um dos destaques foi registrado na operação S11D, no Pará, que ​teve a maior produção de minério de ferro para um primeiro ‌trimestre.

De acordo com Pimenta, o 'portfólio flexível' ​da ⁠companhia permitiu à empresa 'capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto', enquanto a busca contínua por eficiência de custos segue preservando a competitividade.

O custo caixa C1 do minério de ferro, entretanto, subiu 12% na comparação anual, para US$23,6/tonelada, principalmente impactado pela apreciação do real ​frente ao dólar.

Os custos all-in do minério de ferro ficaram em US$55,4/tonelada no trimestre, 8% maiores ano contra ano.

Na Vale Metais Básicos, que reúne ativos de níquel e cobre, o CEO disse que a empresa colheu resultados das iniciativas de otimização de ativos, 'resultando em maior produção e menores custos'.

A companhia informou ainda um fluxo de caixa livre recorrente de US$813 milhões, aumento de ​US$309 milhões na comparação anual.

Já a dívida líquida expandida atingiu US$17,8 bilhões ao fim do trimestre, avanço de US$2,2 bilhões na comparação trimestral, em razão do pagamento de US$2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, parcialmente compensado pela geração de fluxo de caixa livre, explicou a Vale no balanço financeiro.

INVESTIMENTOS

Já o investimento totalizou US$1,09 bilhão no primeiro trimestre, queda de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas 'em linha com o guidance anual de US$5,4–5,7 bilhões para 2026', disse a empresa.

Os investimentos em projetos de crescimento totalizaram US$182 milhões, queda de 42%, principalmente em função de menores desembolsos no segmento de ​Soluções de Minério de Ferro, com o ramp-up do projeto Capanema e o estágio físico avançado do projeto Serra Sul +20, cujo start-up está ‌previsto para o segundo semestre de 2026.

A Vale ⁠disse que a construção do projeto Serra Sul +20, de minério de ferro continua avançando, com 86% de progresso físico. 'Os testes de carga do transportador de correia foram iniciados em março. A construção do britador de compactos está 91% concluída, com as ⁠obras civis finalizadas', afirmou.

Se os investimentos em projetos de crescimento caíram, os aportes ⁠para manutenção aumentaram 5% na comparação anual, para US$907 milhões, ⁠com recursos destinados ao projeto ⁠de ​cobre Bacaba e iniciativas nas operações de pelotização e ferroviária.

(Por Fernando Cardoso e Roberto Samora; edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)

Reuters

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