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Lula pede investigações 'a quem doer' no caso Master e defende reforma nos sistemas político e Judiciário

Lula pede investigações 'a quem doer' no caso Master e defende reforma nos sistemas político e Judiciário

Reuters

03/09/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 3 de setembro de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 3 de setembro de 2026 REUTERS/Adriano Machado

3 Set (Reuters) - O presidente Luiz ​Inácio Lula da Silva fez nesta quinta-feira uma defesa das instituições e pediu investigações envolvendo o banco Master sem qualquer 'blindagem', chamando à responsabilidade os chefes do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República para que garantam a integridade das apurações, argumentando que o país não pode ficar refém de 'vazamentos seletivos'.

Em um vídeo divulgado nesta noite, Lula também reconheceu a necessidade de reformas ⁠nos ⁠sistemas judiciário e político.

'O escândalo ​do Banco ‌Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos Estados e municípios', diz Lula no vídeo. 'Há suspeita de políticos e agentes ⁠públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de ​vazamentos seletivos.'

'A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica ​claro que nossos sistemas político e ‌judiciário precisam de ​reformas ⁠profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer', defendeu.

A fala de Lula foi gravada ​depois da divulgação pelo ministro André Mendonça, na terça-feira, de relatório da Polícia Federal, produzido a pedido dele, implicando o colega de toga Alexandre de Moraes e outras autoridades ​em uma série de condutas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e pessoas próximas a ele.

A intenção da equipe de Lula, na ocasião da gravação do vídeo, era posicioná-lo institucionalmente e distanciá-lo da crise que se abrira e não abarcou o mais recente capítulo do imbróglio no STF -- a decisão de ​Moraes de enviar nesta quinta-feira ao presidente da corte, Edson Fachin, ‌um pedido para investigar Mendonça.

'Diante ⁠da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República ⁠liderem um processo que garanta a integridade ⁠e a confiança nas ⁠investigações', afirmou Lula, ⁠no ​vídeo.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Maria Carolina MarcelloEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

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