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Mercado passa a ver apenas mais um corte na Selic este ano com inflação mais alta

Mercado passa a ver apenas mais um corte na Selic este ano com inflação mais alta

Reuters

22/06/2026

Placeholder - loading - Prédio do Banco Central em Brasília 26 de dezembro de 2024 REUTERS/Ueslei Marcelino
Prédio do Banco Central em Brasília 26 de dezembro de 2024 REUTERS/Ueslei Marcelino

SÃO PAULO, 22 Jun (Reuters) - Analistas consultados ​pelo Banco Central passaram a ver apenas mais um corte na taxa básica de juros Selic este ano, encerrando 2026 a 14,0%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira.

Na semana anterior a pesquisa apontava Selic a 13,75% este ano, antes de o BC cortar a taxa em 0,25 ponto percentual na quarta-feira passada, a 14,25% ao ano.

Os especialistas consultados veem agora apenas mais uma redução de ⁠0,25 ⁠ponto percentual em agosto, com ​a Selic ‌sendo mantida em 14,0% em cada reunião seguinte de 2026.

A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avalia trajetórias de juros 'alternativas' para atingir a meta ⁠de inflação em um horizonte um pouco mais distante.

Investidores reagiram ​negativamente ao comunicado 'dovish' (suave com a inflação) do BC, e avaliarão ​a ata desse encontro na terça em ‌busca de mais ​pistas. ⁠Uma das avaliações foi a de que o texto foi confuso, gerou ruídos e pareceu sugerir que o BC quer cortar novamente a Selic ​em agosto, a despeito da piora das expectativas de inflação.

De acordo com o Focus, a expectativa é de que a taxa básica volte a ser reduzida em 0,25 na primeira reunião de ​2027, chegando a 12,0% ao final do ano que vem, sem alteração em relação à semana anterior.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou deterioração na expectativa para a inflação em 2026 pela 15ª vez seguida, com a alta do IPCA agora calculada em 5,33%, de 5,30% antes.

Para 2027 a conta subiu ​a 4,15%, de 4,10%, e para 2028 foi a 3,70%, de 3,68%.

O ‌centro da meta oficial para ⁠a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno ⁠Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano ⁠melhorou em 0,02 ponto percentual, ⁠a 1,98%, permanecendo ⁠em ​1,70% para o ano que vem.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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