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Mercado vê manutenção dos juros pelo Fed em julho e alta em setembro

Mercado vê manutenção dos juros pelo Fed em julho e alta em setembro

Reuters

25/06/2026

Placeholder - loading - Prédio do Federal Reserve em Washington  14 de novembro de 2025. REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo
Prédio do Federal Reserve em Washington 14 de novembro de 2025. REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo

Por Ann Saphir

25 Jun (Reuters) - O Federal Reserve ​não aumentará a taxa de juros no próximo mês mesmo depois que um relatório do governo mostrou que a inflação, com base no indicador de referência do banco central dos Estados Unidos atingiu o nível mais alto dos últimos três anos, apostavam operadores nesta quinta-feira, embora eles continuem vendo um aumento em setembro.

Os mercados financeiros estão agora precificando apenas cerca de 30% de chance de um aumento dos juros na reunião do banco central de 28 a 29 de julho, contra quase 40% mais cedo ⁠nesta quinta-feira, ⁠com base nas negociações dos contratos ​futuros do ‌CME Group.

Eles ainda veem cerca de 80% de chance de que o Fed aumente sua taxa de juros de referência na reunião de 15 e 16 de setembro, em vez de mantê-la na faixa atual de 3,50% ⁠a 3,75%.

O índice PCE de preços subiu 4,1% nos 12 meses até ​maio, o maior aumento desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Escritório ​de Análise Econômica do Departamento de Comércio.

O Fed ‌tem como meta ​uma variação ⁠de 2% nesse índice ao longo de 12 meses, meta que não é atingida há mais de cinco anos e que o chair do Fed, Kevin Warsh, em sua ​primeira reunião neste mês, afirmou que será cumprida.

Operadores e analistas interpretaram essa declaração e outras sobre a necessidade de reduzir a inflação como um fator que aumenta as chances de aumentos da taxa de juros no curto prazo.

Excluindo os componentes voláteis ​de alimentos e energia, o núcleo do PCE teve alta de 3,4% em maio na base anual, de 3,3% em abril.

“O relatório do PCE de maio é um lembrete de que a batalha contra a inflação ainda não acabou, mas também não é um sinal claro de que as pressões subjacentes sobre os preços estejam voltando a subir”, escreveu Martin Beck, economista-chefe da Public Policy Holding Company (PPHC), em uma nota, ​acrescentando que o núcleo do PCE não acelerou em relação ao mês anterior.

Com os preços ‌dos combustíveis, que impulsionaram grande parte ⁠do salto da inflação geral em maio, agora em forte queda, “o Fed pode continuar paciente em vez de entrar em pânico”, escreveu ele.

Os preços do petróleo ⁠estão agora próximos dos níveis anteriores à guerra com ⁠o Irã após uma primeira rodada de ⁠negociações sobre um ⁠acordo ​de paz, concluída na segunda-feira na Suíça.

(Reportagem de Ann Saphir; reportagem adicional de Lucia Mutikani)

Reuters

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