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Mercosul quer parcerias com Canadá, México, Vietnã, Japão e China após acordo com UE, diz Lula

Mercosul quer parcerias com Canadá, México, Vietnã, Japão e China após acordo com UE, diz Lula

Reuters

16/01/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Ricardo Moraes
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  16/01/2026

16 Jan (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ⁠nesta sexta-feira que o Mercosul busca abrir outros mercados após concluir o acordo comercial com a União Europeia e fazer parcerias com o mundo todo, em especial com Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

'Continuaremos trabalhando para abrir mais mercados e para construir novas parcerias no mundo, em particular com Canadá, México, Vietnã, Japão e China', disse Lula em declaração à imprensa ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, na véspera da assinatura do acordo comercial entre UE e Mercosul, no sábado, em Assunção, no Paraguai.

Em sua fala, realizada após reunião fechada com Von der Leyen, Lula voltou a exaltar o acordo UE-Mercosul como um exemplo de multilateralismo e afirmou que o pacto é bom para ​os dois blocos e também para os defensores da democracia no ⁠mundo.

'O acordo ⁠que vai ser assinado amanhã em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa. E é bom, e muito bom, sobretudo para o mundo democrático e para multilateralismo', afirmou Lula.

Após 25 anos de idas e vindas, o acordo comercial entre os dois blocos será assinado na capital do Paraguai, que detém a presidência temporária do Mercosul, sem a presença de Lula, ‌que será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Lula pretendia que o acordo fosse assinado no final do ​ano passado, durante um encontro de cúpula do Mercosul em Foz ‌do Iguaçu (PR), quando o Brasil ​estava com ​a presidência do bloco. Na época, no entanto, a Itália apresentou discordâncias e, como não seria possível aprovar o pacto na UE sem o apoio italiano, a assinatura foi adiada.

No início deste ano, após concessões ao setor agrícola europeu, a Itália voltou ​a apoiar o acordo e, apesar de uma forte oposição da França -- onde o setor agrícola tem grande força política --, os Estados-membros da UE aprovaram na semana passada a assinatura do acordo.

O pacto deve impulsionar substancialmente os laços comerciais entre os dois blocos, mas foi alvo de fortes protestos na Europa, principalmente por parte de agricultores franceses.

Com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalando o comércio global, a Comissão Europeia e países como Alemanha e Espanha argumentam que o acordo com o Mercosul ajudará a compensar perdas comerciais causadas pelas tarifas de importação dos EUA e reduzirá a dependência da China, garantindo, por exemplo, o acesso a minerais essenciais.

Em nota após a reunião entre Lula e Von der Leyen, o Ministério das Relações Exteriores disse que o acordo UE-Mercosul 'assume especial relevância no atual contexto internacional marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo, ao reafirmar a importância do comércio internacional como vetor de crescimento econômico'.

O acordo comercial reduzirá as tarifas com ⁠o objetivo de expandir o comércio entre os dois blocos, que somou US$100,1 bilhões em 2025, com fluxo equilibrado entre os ‌dois lados.

Uma vez assinado, o acordo deverá ser votado ⁠pelo Parlamento Europeu, o que deve ocorrer em abril ou maio. O resultado provavelmente será apertado. Se a assembleia da UE aprovar o acordo, ele provavelmente entrará em vigor alguns meses depois.

Em entrevista na quinta ao programa 'Bom Dia, Ministro', ‍do CanalGov, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse esperar que o Congresso brasileiro aprove o acordo no primeiro semestre e ​que ‌o acordo entre em vigor no segundo semestre do ano.

(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)

Reuters

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