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México diz que 40.000 dos 130.000 desaparecidos do país podem estar vivos

México diz que 40.000 dos 130.000 desaparecidos do país podem estar vivos

Reuters

27/03/2026

Placeholder - loading - Familiares de pessoas desaparecidas colam cartazes de busca em frente ao Teatro Degollado, em Guadalajara, México 22 de março de 2026  REUTERS/Eloisa Sanchez
Familiares de pessoas desaparecidas colam cartazes de busca em frente ao Teatro Degollado, em Guadalajara, México 22 de março de 2026 REUTERS/Eloisa Sanchez

Por Stephen Eisenhammer

CIDADE DO MÉXICO, ​27 Mar (Reuters) - As autoridades mexicanas disseram nesta sexta-feira que identificaram potencialmente mais de 40.000 pessoas listadas como desaparecidas que podem estar vivas, por meio de referências cruzadas de bancos de dados oficiais, como registros fiscais e registros de casamento.

Após uma análise de um ano do registro nacional de pessoas desaparecidas, autoridades afirmaram que 40.308 registros -- 31% ⁠do ⁠total -- mostraram alguma atividade em ​outros ‌registros do governo, como declarações de impostos ou certidões de nascimento, sugerindo que essas pessoas poderiam estar vivas e localizáveis.

Dentre essas, 5.269 pessoas foram localizadas ⁠e tiveram suas identidades confirmadas, permitindo que seus ​casos fossem reclassificados como 'encontrados'.

O México tem mais de 130.000 ​pessoas desaparecidas, consequência de décadas ‌de violência relacionada ​às ⁠drogas, à medida que os cartéis expandiram seu alcance e poder. Mas o governo disse que esse número também ​é resultado de um banco de dados mal gerenciado, repleto de erros, informações incompletas e duplicação.

Cerca de 46.000 registros -- aproximadamente 36% -- carecem de informações básicas, como ​nomes, datas ou locais de desaparecimento, impossibilitando as buscas. Segundo as autoridades, o registro foi inicialmente compilado com o upload de listas não verificadas de promotores federais e estaduais, comissões de busca, relatórios de cidadãos e grupos de ativistas, criando duplicação e entradas incompletas.

Outros 43.128 casos ​têm registros completos, mas não mostram nenhuma atividade por ‌meio de referências cruzadas com ⁠outros bancos de dados do governo. Porém, desse número, menos de 10% estão sob investigação criminal, uma ⁠lacuna que, segundo as autoridades, reflete ⁠anos de fracasso dos ⁠promotores e ⁠das ​forças policiais.

(Reportagem de Stephen Eisenhammer; reportagem adicional de Inigo Alexander)

Reuters

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