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Militantes ligados à Al Qaeda mataram mais de 100 soldados no Mali, dizem fontes

Militantes ligados à Al Qaeda mataram mais de 100 soldados no Mali, dizem fontes

Reuters

21/09/2026

Placeholder - loading - Vista geral de Bamako, capital do Mali 25 de abril de 2026 REUTERS/Aboubacar Traore
Vista geral de Bamako, capital do Mali 25 de abril de 2026 REUTERS/Aboubacar Traore

Por Portia Crowe

DAKAR, 21 Set (Reuters) - Jihadistas mataram ​mais de 100 soldados na região central do Mali neste mês, segundo duas fontes, enquanto o exército informou ter retirado tropas do acampamento que estava sob ataque e ter atingido posições inimigas durante uma operação de retaliação que durou mais de uma semana.

Um ataque em 10 de setembro na cidade de Dioura e outro ao aeroporto da cidade de Sevare foram os mais recentes realizados pelo Jama'at Nusrat al-Islam wal Muslimin (JNIM), grupo ligado à Al-Qaeda, contra os governantes militares do Mali, que tomaram o poder em ⁠golpes de ⁠Estado em 2020 e 2021.

Em abril, ​o JNIM ‌uniu forças com o grupo separatista liderado pelos tuaregues, o FLA, para realizar ataques em todo o país. Esses ataques mataram o ministro da Defesa do Mali e atingiram seu principal aeroporto, destacando a falta de progresso ⁠dos combatentes pró-governo contra os insurgentes.

Uma fonte de segurança informou que 130 ​soldados morreram no ataque de 10 de setembro em Dioura, com mais de ​100 feitos reféns. Uma fonte diplomática afirmou que ‌cerca de 120 soldados ​foram mortos.

“Durante ⁠essa operação, que durou mais de uma semana, alguns de nossos companheiros de armas infelizmente caíram no campo de batalha, enquanto perdas significativas foram infligidas aos agressores”, afirmou o ​exército maliano em comunicado no sábado.

Na semana passada, o JNIM assumiu a autoria do ataque de 10 de setembro, alegando ter matado 150 soldados.

BOMBARDEIO AO AEROPORTO

Em um incidente separado, o JNIM afirmou no domingo ter atacado sistemas de defesa aérea no ​aeroporto de Sevare, que abriga aeronaves militares e drones. O grupo alegou ter matado 33 membros das forças pró-governo em Sevare e em Konna, também na região central do Mali.

O grupo paramilitar russo Africa Corps apoia o exército do Mali em combate nos dois locais.

Um porta-voz das Forças Armadas do Mali não respondeu aos pedidos de comentário.

Até segunda-feira já se somavam seis noites consecutivas de bombardeios no aeroporto de Sevare, disse ​um morador local à Reuters. O morador, que visitou o hospital em Sevare, relatou ter ‌visto cerca de 40 soldados malineses ⁠feridos e combatentes russos no local.

As tropas russas já não eram visíveis na cidade de Sevare na segunda-feira, acrescentou o morador, que pediu para não ter seu ⁠nome divulgado por medo de represálias.

Enquanto isso, combatentes do ⁠JNIM em motocicletas pareciam ter cercado o ⁠acampamento militar em ⁠Konna, ​a cerca de 55 km de Sevare, segundo dois moradores de Konna.

(Reportagem de Portia Crowe)

Reuters

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