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Ministra das Finanças do Japão afirma a Bessent que premiê não é reflacionista

Ministra das Finanças do Japão afirma a Bessent que premiê não é reflacionista

Reuters

29/09/2026

Placeholder - loading - Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama  28 de julho de 2026. REUTERS/Manami Yamada
Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama 28 de julho de 2026. REUTERS/Manami Yamada

Por Makiko Yamazaki

TÓQUIO, 29 Set (Reuters) - ​A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou nesta terça-feira que deixou claro ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante uma ligação telefônica na semana passada, que a primeira-ministra Sanae Takaichi não é uma reflacionista.

“Expliquei que a primeira-ministra Takaichi não é uma reflacionista. Como já expliquei repetidamente em várias ocasiões recentemente, ressaltei que isso é ⁠algo ⁠que ela própria já afirmou”, ​disse ‌Katayama.

Ela acrescentou que manterá uma comunicação estreita com o Tesouro dos EUA e continuará trabalhando com Washington para garantir a estabilidade dos mercados cambiais.

Os comentários ⁠de Katayama refletem os esforços do governo Takaichi para ​dissipar as especulações do mercado de que a primeira-ministra ​seria favorável a políticas reflacionistas, enquanto ‌ela busca o ​que ⁠descreve como uma agenda fiscal “responsável e proativa”.

O ministro da Economia, Minoru Kiuchi — amplamente considerado um reflacionista devido à sua cautela ​no passado em relação a aumentos da taxa de juros e à sua associação com um grupo de parlamentares a favor de gastos expansionistas — afirmou na semana passada ​que a fase das políticas reflacionistas no estilo da Abenomics, com flexibilização monetária e gastos fiscais ágeis, havia chegado ao fim.

As declarações dos ministros responsáveis pela economia vieram depois que Bessent sugeriu que a prioridade do Japão deveria ser combater a inflação, em vez de estimular o crescimento, sinalizando ​preocupação com o que ele vê como elementos remanescentes do ‌Abenomics nas políticas de ⁠Takaichi e entre seus aliados políticos.

Os mercados têm encarado a agenda de crescimento de Takaichi com cautela, considerando seus ⁠planos de gastos, um corte temporário ⁠do imposto sobre vendas ⁠de alimentos e ⁠seus ​laços com assessores políticos associados ao Abenomics como potencialmente reflacionários.

Reuters

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