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Mulher condenada à morte no Tennessee sobrevive a tentativa de execução

Mulher condenada à morte no Tennessee sobrevive a tentativa de execução

Reuters

01/10/2026

Placeholder - loading - Foto de registro do Departamento Penitenciário do Tennessee de Christa Pike    22 de março de 2012    REUTERS/Divulgação
Foto de registro do Departamento Penitenciário do Tennessee de Christa Pike 22 de março de 2012 REUTERS/Divulgação

Por Steve Gorman

1 Out (Reuters) - Christa Pike, condenada pelo assassinato de ​uma colega de escola há três décadas, sobreviveu a uma tentativa do Tennessee de executá-la por meio de injeção letal na noite de quarta-feira, segundo autoridades prisionais, frustrando a primeira tentativa do Estado de executar uma mulher em dois séculos.

A condição de saúde de Pike após o incidente não foi divulgada imediatamente, e não ficou claro quais medidas legais seus advogados ou o Estado poderão tomar a seguir, depois que ela foi transferida da Instituição de Segurança Máxima Riverbend, em Nashville, para receber tratamento médico.

O Departamento Penitenciário do Tennessee defendeu a forma como conduziu a execução de grande repercussão, que havia sido contestada por seus advogados e especialistas em direitos humanos devido à idade de Pike na época do crime, seu histórico como vítima de abuso ⁠sexual na infância e ⁠doença mental não tratada.

“O Departamento Penitenciário do Tennessee ​seguiu todas ‌as etapas do protocolo de execução legal e estabelecido pelo Estado, aprovado pela Procuradoria-Geral”, afirmou a agência em comunicado.

“O produto químico da injeção letal previsto no protocolo tem se mostrado consistentemente eficaz, e o protocolo não permite procedimentos adicionais além daqueles realizados nesta noite. Christa Pike foi transportada para um centro médico externo”, concluiu o comunicado.

Os advogados ⁠de Pike entraram com uma moção na justiça federal durante o processo buscando suspender sua execução, ​citando relatos de testemunhas de que “os executores haviam injetado ambas as seringas com as substâncias letais e Pike ainda ​estava viva e roncando”, informou a NBC News.

O governador do Tennessee, Bill ‌Lee, que negou o pedido ​de clemência ⁠de Pike na segunda-feira, divulgou um comunicado após a execução fracassada, suspendendo todas as execuções neste ano e solicitando uma “análise abrangente por terceiros” da tentativa de execução de Pike, segundo o Nashville Tennessean.

A execução fracassada é a segunda no Tennessee este ano, depois ​que, em maio, autoridades prisionais interromperam as tentativas de executar um homem condenado por homicídios ao não conseguirem encontrar uma veia adequada para a injeção letal.

A tentativa fracassada na quarta-feira ocorreu horas depois que a Suprema Corte dos EUA revogou uma suspensão da execução concedida de última hora por um tribunal de instância inferior, abrindo caminho para que Pike, de 50 anos, ​fosse executada por seu papel na tortura e morte por espancamento, em 1995, de Colleen Slemmer, de 19 anos, em Knoxville.

Pike tinha 18 anos em janeiro de 1995 quando ela, seu namorado Tadaryl Shipp, de 17 anos, e um terceiro companheiro atraíram Slemmer, uma colega de classe do centro profissionalizante Job Corps de Knoxville, para uma área arborizada onde a torturaram e mataram.

A natureza macabra do assassinato, que envolveu os perpetradores gravando a forma de um pentagrama no peito da vítima e retirando um pedaço de seu crânio como lembrança do crime, atraiu intensa cobertura da mídia na época.

Pike e Shipp confessaram o crime e ​ambos foram condenados por homicídio doloso qualificado.

A mãe de Slemmer, May Martinez, se manifestou a favor da execução.

Jornalistas que testemunharam a tentativa ‌de execução descreveram roncos, expirações ruidosas, suspiros e ⁠queixas de Pike sobre desconforto no braço. Em alguns momentos, a cortina foi fechada e os jornalistas só podiam ouvir os sons.

Segundo eles, clérigos foram chamados à câmara duas vezes antes que uma ambulância fosse vista chegando à prisão e, ⁠em seguida, partindo.

Além de ser a primeira mulher que o Estado do Tennessee tentou ⁠executar em mais de 200 anos, Pike também estava ⁠prestes a se tornar a ⁠única ​pessoa na era moderna da pena de morte nos EUA a ser executada no Tennessee por um crime cometido quando era adolescente.

Reuters

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