Nasa e Boeing trabalham para retomar missões com a nave Starliner
No primeiro teste tripulado, astronautas ficaram presos por nove meses no espaço
Redação
30/09/2026
A Nasa anunciou que vai destinar mais US$ 359 milhões à Boeing para realizar mudanças no projeto da Starliner e preparar a espaçonave para ser lançada por um foguete diferente do utilizado até agora. A decisão mantém o programa em operação após os problemas registrados durante a primeira missão tripulada, em 2024.
Na ocasião, os astronautas Sunita Williams e Barry Wilmore deveriam permanecer oito dias na Estação Espacial Internacional. Problemas no sistema de propulsão da Starliner, porém, fizeram com que os dois permanecessem na estação por nove meses. A Nasa decidiu que a nave retornaria à Terra sem tripulantes, e os astronautas voltaram posteriormente a bordo de uma Crew Dragon, da SpaceX.
A próxima viagem da Starliner à estação poderá ocorrer em dezembro deste ano. A missão será destinada ao transporte de carga. Um novo voo com astronautas não deverá acontecer antes de meados de 2028, enquanto a Boeing e a Nasa concluem as correções no projeto. O astronauta Woody Hoburg será o comandante dessa próxima missão tripulada.
A Starliner foi projetada para ser lançada pelo Atlas V, da United Launch Alliance. Como restam apenas seis unidades do foguete, a espaçonave precisará ser adaptada para um novo veículo. O Vulcan, sucessor do Atlas V, ainda não está certificado para voos espaciais tripulados, e a Nasa ficará responsável pelos custos desse trabalho.
A agência considera importante manter duas opções de transporte para astronautas. A SpaceX, que já realizou uma dúzia de missões operacionais com tripulantes, recebeu neste mês um novo contrato da Nasa para três missões da Crew Dragon, no valor de US$ 946 milhões. Os voos estão previstos para 2027 e 2028.
Os planos da Nasa preveem a desativação da Estação Espacial Internacional em 2030, quando ela deverá ser substituída por estações comerciais.
Redação

