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Missão de resgate do antigo telescópio espacial da Nasa fracassa

Missão de resgate do antigo telescópio espacial da Nasa fracassa

Reuters

19/08/2026

Placeholder - loading - Espaçonave construída pela startup espacial Katalyst Space para rebocar o Observatório Neil Gehrels Swift da Nasa 8 de junho de 2026 REUTERS/NASA/Ron Beard
Espaçonave construída pela startup espacial Katalyst Space para rebocar o Observatório Neil Gehrels Swift da Nasa 8 de junho de 2026 REUTERS/NASA/Ron Beard

Atualizada em  19/08/2026

Por Joey Roulette

WASHINGTON, 19 Ago (Reuters) - Uma ​missão para resgatar o envelhecido observatório espacial Swift, da Nasa, foi cancelada nesta quarta-feira, após a espaçonave que havia sido lançada para elevar a órbita do telescópio sofrer problemas técnicos irremediáveis em órbita, informou a Katalyst Space, proprietária do veículo de resgate.

A nave LINK, da Katalyst, foi lançada no início de julho para se aproximar do observatório, também conhecido como Swift, a cerca de 347 km no espaço, agarrá-lo e, em seguida, rebocá-lo para ⁠uma ⁠órbita mais alta, de aproximadamente ​600 km, ‌prolongando sua vida útil por anos.

No entanto, a nave LINK começou a girar descontroladamente logo após atingir o espaço. Os engenheiros da Katalyst passaram semanas tentando recuperar o controle da nave, instalando ⁠na semana passada um novo software de controle de posicionamento ​que diminuiu, mas não interrompeu, sua rotação descontrolada.

“Após monitoramento e avaliação contínuos ​da espaçonave Link, a Katalyst Space ‌e a Nasa concluíram ​em ⁠conjunto que, devido a problemas persistentes de controle de atitude, a missão não incluirá a captura e nem a elevação da órbita do Observatório Neil Gehrels ​Swift da Nasa”, afirmou a Katalyst em comunicado.

O fracasso da missão significa que o valioso Observatório Neil Gehrels Swift da Nasa, avaliado em US$500 milhões, que vem estudando explosões de raios gama e outros ​fenômenos cósmicos desde 2004, provavelmente entrará na atmosfera terrestre naturalmente e se consumirá ainda este ano.

O objetivo de elevar a órbita do observatório e prolongar sua vida útil por anos — a primeira missão dos EUA desse tipo — foi um empreendimento ambicioso para a startup Katalyst, sediada no Arizona, que afirmou ter construído e testado o veículo de resgate LINK em um ​cronograma de produção sem precedentes de nove meses, sob um contrato de US$30 ‌milhões com a Nasa.

“Assumimos esse ⁠desafio de alto risco e alta recompensa e estamos orgulhosos dos marcos que alcançamos ao longo do caminho”, disse o presidente-executivo da Katalyst, ⁠Ghonhee Lee, em comunicado.

Ele acrescentou que a empresa, ⁠fundada em 2019 para construir ⁠frotas de espaçonaves ⁠robóticas ​autônomas, aprendeu “muito” durante a missão e planeja aplicar essas lições em voos futuros.

Reuters

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