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Nepal e China retomam resgate após risco de nova inundação diminuir; número de mortos ultrapassa 500

Nepal e China retomam resgate após risco de nova inundação diminuir; número de mortos ultrapassa 500

Reuters

28/08/2026

Placeholder - loading - Pessoas resgatadas em Trishuli, no Nepal   27 de agosto de 2026   REUTERS/Navesh Chitrakar
Pessoas resgatadas em Trishuli, no Nepal 27 de agosto de 2026 REUTERS/Navesh Chitrakar

NUWAKOT, Nepal, 28 Ago (Reuters) - Nepal e China ​retomaram na sexta-feira as operações de resgate que haviam sido suspensas brevemente na região do Himalaia atingida por enchentes, após se constatar que os riscos decorrentes do transbordamento de um lago eram controláveis, o que aliviou os temores de uma nova devastação.

A catastrófica inundação de quarta-feira, causada pelo colapso de uma geleira, matou 547 pessoas no Nepal e cinco no Tibete, na China, com cerca de 1.000 desaparecidos nos dois países.

Uma enorme torrente de rochas, gelo, lama e detritos desceu em cascata pelos sistemas fluviais das montanhas do Himalaia após o colapso, ⁠levando também ⁠à formação de um lago onde a ​água ‌continuava a se acumular e subir.

Nesta sexta-feira, o reservatório do lago havia ultrapassado 2,5 milhões de metros cúbicos de água, acima dos 1,5 a 2 milhões de metros cúbicos estimados registrados na quinta, antes de transbordar para o rio Lhende Khola ⁠e, em seguida, para o Trishuli, segundo autoridades e testemunhas no Nepal.

O ​transbordamento provocou pânico e alertas das autoridades no Nepal, levando à suspensão das operações ​de resgate por cerca de três horas. O risco ‌de rompimento do lago ​fez ⁠com que toda a equipe de resgate chinesa e os veículos também se retirassem para o lado chinês e permanecessem em prontidão em uma área segura, informou a emissora estatal CCTV.

Ambas as ​partes retomaram as operações de resgate após o abrandamento da ameaça.

“Ao meio-dia, como o risco representado pelo lago represado a montante foi considerado controlável, as operações de resgate para o desastre do deslizamento de terra em Gyirong foram rapidamente retomadas e intensificadas”, informou a ​emissora estatal chinesa CCTV.

O porta-voz do Exército do Nepal, Raja Ram Basnet, disse à Reuters que as operações de resgate haviam sido temporariamente interrompidas após o alerta de enchente, mas constatou-se que a elevação do nível da água foi de apenas cerca de 0,6 m.

A enchente de quarta-feira varreu vilarejos e vales, destruindo usinas de energia, estradas e pontes ao longo de uma rota que liga Catmandu a Lhasa, no Tibete, e é popular entre trilheiros ​e peregrinos. Entre os desaparecidos, pelo menos 540 são estrangeiros, muitos deles peregrinos hindus da ‌Índia que se dirigiam ao monte sagrado ⁠Kailash e ao lago Mansarovar, no Tibete.

Estima-se que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas, informou a Cruz Vermelha, acrescentando que caminhões com suprimentos de emergência ficaram bloqueados ⁠depois que o lago de contenção transbordou.

(Reportagem de Gopal ⁠Sharma, Sahana Bajracharya, Aftab Ahmed, Saurabh Sharma, ⁠Liz Lee, Yukun Zhang, ⁠Xiuhao ​Chen, Shi Bu, Sakshi Dayal, Kanjyik Ghosh, Shilpa Jamkhandikar, Hritam Mukherjee, Ashley Tang e Christine Chen)

Reuters

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