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Netanyahu vai a Washington para renovar laços com Trump

Placeholder - loading - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reúne-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, antes de assinar os Acordos de Abraão 15/09/2020 REUTERS/Tom Brenner
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reúne-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, antes de assinar os Acordos de Abraão 15/09/2020 REUTERS/Tom Brenner

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Por James Mackenzie

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixou Israel neste domingo para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esperando uma redefinição das relações com Washington após tensões com a administração anterior sobre a guerra em Gaza.

Primeiro líder estrangeiro a visitar Trump desde a posse no mês passado, Netanyahu deixou o país com um cessar-fogo de seis semanas em Gaza ainda em vigor e sob a expectativa de que as negociações visando a uma segunda fase do acordo comecem nesta semana.

'As decisões que tomamos na guerra já mudaram a cara do Oriente Médio', disse ele no aeroporto antes de embarcar para o encontro que está previsto para terça-feira.

'Nossas decisões e a coragem dos nossos soldados redesenharam o mapa. Mas acredito que, trabalhando em estreita colaboração com o presidente Trump, podemos redesenhá-lo ainda mais e para melhor.'

Em seu mandato anterior, Trump garantiu a Netanyahu uma série de sucessos, incluindo a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém e a assinatura dos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e vários estados árabes, incluindo os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

O novo governo de Trump conta com várias figuras pró-Israel que devem endossar a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e resistir à pressão internacional pelo fim da guerra em Gaza.

POTENCIAL PARA MAIS MUDANÇAS

A guerra, que eclodiu após ataque liderado pelo Hamas contra Israel em outubro de 2023 e atraiu o movimento Hezbollah, apoiado pelo Irã, no sul do Líbano, virou a região de cabeça para baixo, com a possibilidade de mais mudanças pela frente.

Além do cessar-fogo, espera-se que as negociações se concentrem na Arábia Saudita e no Irã, que no ano passado lançou centenas de mísseis e drones contra Israel.

Trump abandonou um acordo nuclear internacional com Teerã em 2018 e tanto ele quanto Netanyahu prometeram impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.

Enquanto isso, crescem as preocupações no Irã de que o novo presidente possa dar a Netanyahu o sinal verde para atacar suas instalações nucleares.

Os dois líderes também pressionaram para incluir a Arábia Saudita em novos acordos regionais baseados nos Acordos de Abraão, aos quais Trump espera que o país possa aderir. Riad também se comprometeu com um pacote de investimentos nos EUA que Trump quer que chegue a 1 trilhão de dólares.

Para Netanyahu, cujo isolamento internacional em relação à guerra de Gaza foi reforçado por um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegações de crimes de guerra, a visita aos EUA oferece uma chance de aprimorar suas credenciais diplomáticas em Washington, que se posicionou fortemente contra o TPI.

Apesar do apoio do ex-presidente Joe Biden a Israel durante a guerra em Gaza, as relações foram muitas vezes tensas e Netanyahu não visitou a Casa Branca desde que retornou ao cargo, no final de 2022.

(Reportagem de James Mackenzie)

Escrito por Reuters

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