Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

O CD ESTÁ DE VOLTA? VENDAS DISPARAM NOS EUA EM 2026

FORMATO CRESCE 58,6% EM RECEITA NO PRIMEIRO SEMESTRE E SUPERA O RITMO DE AVANÇO DO VINIL

João Carlos

04/09/2026

Placeholder - loading - Crédito da imagem: gerada por IA
Crédito da imagem: gerada por IA

Depois do retorno triunfal do vinil, outro velho conhecido das estantes parece disposto a reivindicar seu espaço: o CD.

Dados divulgados pela Recording Industry Association of America (RIAA) mostram que a receita com CDs nos Estados Unidos cresceu 58,6% no primeiro semestre de 2026, alcançando cerca de US$ 171 milhões. Em unidades, foram aproximadamente 17,5 milhões de CDs vendidos, avanço de 45,7%.

O desempenho chama ainda mais atenção quando comparado ao vinil. Os discos de vinil continuam movimentando muito mais dinheiro, cerca de US$ 544 milhões, mas apresentaram crescimento menor, de 17,7% em receita.

O físico encontra espaço na era do streaming

A recuperação não significa que o streaming esteja perdendo o trono. Muito pelo contrário. Ele continua respondendo pela grande maioria do mercado americano de música gravada.

O que os números revelam é que existe espaço para duas experiências diferentes. De um lado, a praticidade de carregar milhões de músicas no celular. Do outro, o desejo de ter o álbum, com capa, encarte e uma edição que possa ocupar fisicamente a coleção.

No total, a indústria americana de música gravada movimentou aproximadamente US$ 6 bilhões no primeiro semestre de 2026, enquanto as receitas dos formatos físicos chegaram a cerca de US$ 731,5 milhões, alta de 25,9%.

Do objeto esquecido ao item de coleção

Durante anos, o CD ficou espremido entre o crescimento do streaming e o renascimento do vinil. Agora, o forte avanço registrado em 2026 sugere uma nova etapa para o formato.

Ainda é cedo para decretar uma volta aos tempos em que as prateleiras eram dominadas por caixinhas transparentes. Mas uma coisa já mudou: o CD voltou a crescer, e em velocidade suficiente para chamar a atenção de uma indústria acostumada a olhar quase exclusivamente para o digital.

Talvez o futuro da música não seja uma disputa entre o novo e o antigo. Pode ser simplesmente um pouco dos dois.

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.