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Opositores tentam impedir que EUA iniciem obras do arco de Trump em Washington

Opositores tentam impedir que EUA iniciem obras do arco de Trump em Washington

Reuters

04/09/2026

Placeholder - loading - Maquete do arco do triunfo proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump 10 de julho de 2026 REUTERS/Kylie Cooper
Maquete do arco do triunfo proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump 10 de julho de 2026 REUTERS/Kylie Cooper

Por David Shepardson

WASHINGTON, 4 Set (Reuters) - Um grupo formado por ​três militares veteranos e um historiador de arquitetura solicitou nesta sexta-feira a um juiz federal que impedisse o governo Trump de dar início às obras de um arco triunfal em Washington.

O Departamento do Interior dos EUA anunciou na quinta-feira planos de dar andamento em breve às obras do arco de 76 metros próximo ao Cemitério Nacional de Arlington, apesar das contestações judiciais e da falta de aprovação final por parte de uma autoridade governamental de planejamento.

Em um pedido apresentado nesta sexta-feira ao Tribunal Distrital Federal solicitando uma liminar, os advogados dos autores da ação afirmaram que o governo “não tem base legal para as obras”. Eles argumentaram que o arco viola a legislação federal e precisa da aprovação do ⁠Congresso.

O governo argumentou ⁠que uma lei de 1925, que autorizou uma ​comissão hoje extinta ‌a construir a Ponte Memorial de Arlington, em Washington, fornece a aprovação do Congresso para o arco — o que é contestado pelos opositores.

Apesar do anúncio feito na quinta-feira no X pelo secretário do Interior, Doug Burgum, de que as obras começariam após “uma espera muito longa”, o governo afirmou em um documento judicial nesta ⁠sexta-feira que o trabalho de escavação planejado no local do arco “não constitui construção, nem demolição ​em preparação para a construção, de um arco”.

O governo acrescentou em seu documento judicial que planeja cavar quatro “poços ​de teste” para avaliar se há artefatos ou materiais culturais no ‌local, a partir de 21 ​de setembro. ⁠Ele afirmou que restauraria o local até 31 de outubro.

O arco faz parte de um esforço mais amplo de Trump para deixar sua marca arquitetônica na capital dos Estados Unidos, com projetos que incluem um novo salão de festas na Casa ​Branca, a reforma do Espelho d'Água do Lincoln Memorial e a remodelação de um campo de golfe no East Potomac Park.

Com um projeto que evoca o Arco do Triunfo de Paris, o monumento seria erguido próximo ao Cemitério Nacional de Arlington, um cemitério militar, o que, segundo seus defensores, honraria o sacrifício dos veteranos norte-americanos.

Os opositores afirmam ​que o arco destruiria a linha de visão histórica cuidadosamente projetada do cemitério entre o Lincoln Memorial e a Casa de Arlington.

O projeto também ainda não recebeu a aprovação final da Comissão Nacional de Planejamento da Capital, que está avaliando se deve conceder uma exceção ao limite de altura de construção de 40 metros que se aplica à maior parte de Washington.

A juíza federal Tanya Chutkan, em abril, questionou veementemente a autoridade de Trump para construir o arco. O governo concordou, em abril, em dar um aviso prévio de 14 dias antes de iniciar a construção.

O Departamento do ​Interior reiterou esse plano de notificação nesta sexta-feira.

No documento judicial apresentado nesta sexta-feira, os opositores do projeto apontaram a construção ‌de um salão de festas por Trump no ⁠terreno da Casa Branca como um “exemplo a ser evitado”, afirmando que o governo prosseguiu com a obra mesmo depois que um Tribunal Distrital a considerou ilegal e o Tribunal de Apelações confirmou a decisão.

Na semana passada, em uma ⁠decisão por 5 votos a 4, a Suprema Corte dos EUA permitiu ⁠que a construção do salão de festas continuasse enquanto ⁠Trump contesta uma ordem ⁠judicial ​que suspenderia grande parte da obra, e o presidente da Suprema Corte, John Roberts, em voto divergente, classificou o projeto como “provavelmente ilegal”.

Reuters

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