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Papa Leão critica líderes que “alimentam” guerras enquanto milhões passam fome

Papa Leão critica líderes que “alimentam” guerras enquanto milhões passam fome

Reuters

22/06/2026

Placeholder - loading - Papa Leão visita sede do Programa Mundial de Alimentos da ONU em Roma   22 de junho de 2026   REUTERS/Vincenzo Livieri
Papa Leão visita sede do Programa Mundial de Alimentos da ONU em Roma 22 de junho de 2026 REUTERS/Vincenzo Livieri

Por Joshua McElwee

ROMA, 22 ​Jun (Reuters) - Os líderes mundiais estão “alimentando” guerras em vez de alimentar os famintos, afirmou o papa Leão 14 na segunda-feira, dizendo à agência de ajuda alimentar da ONU que as prioridades globais estavam gravemente distorcidas.

Leão, que tem se mostrado mais crítico em questões políticas nos últimos meses, instou os governos a aumentarem ⁠seus ⁠gastos no combate à ​fome ‌e a não submeterem a ajuda alimentar a restrições baseadas em preocupações geopolíticas.

“Os conflitos são ‘alimentados’ mais prontamente do que as pessoas são ⁠nutridas”, disse o primeiro papa norte-americano durante uma ​visita à sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA) ​em Roma.

“Essa realidade reflete não ‌apenas deficiências ​operacionais, mas ⁠também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”, afirmou ele.

O PMA é o maior provedor de ​ajuda alimentar em todo o mundo. Seu maior doador são os EUA, que anunciaram uma nova contribuição de US$800 milhões na semana passada, ​após cortes anteriores feitos pelo presidente Donald Trump que reduziram em mais da metade o financiamento planejado pelos EUA.

Leão, que despertou a ira de Trump no início deste ano após criticar a guerra contra o Irã, não mencionou nenhum líder específico na ​segunda-feira.

O papa lamentou que as crises humanitárias mundiais estejam ‌sendo relegadas a um “lugar ⁠secundário entre as prioridades internacionais”.

Ele afirmou que os países “têm alocado cada vez mais seus recursos para ⁠a segurança nacional, o crescimento ⁠econômico e a estabilidade ⁠interna, desconsiderando ⁠a ​estreita ligação entre essas questões e a cooperação multilateral”.

Reuters

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