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Parlamentares da UE avançam em acordo comercial com EUA com várias salvaguardas

Parlamentares da UE avançam em acordo comercial com EUA com várias salvaguardas

Reuters

26/03/2026

Placeholder - loading - Membros do Parlamento Europeu durante votação em Bruxelas 26/03/2026 REUTERS/Yves Herman
Membros do Parlamento Europeu durante votação em Bruxelas 26/03/2026 REUTERS/Yves Herman

Por Philip Blenkinsop

BRUXELAS, 26 Mar (Reuters) - Os ​parlamentares da União Europeia avançaram nesta quinta-feira com a legislação para cumprir a parte da UE no acordo comercial do bloco com os Estados Unidos, após meses de incerteza sobre as ameaças tarifárias e a nova taxa de importação do presidente dos EUA, Donald Trump.

A assembleia da UE votou por 417 a 154, ⁠com 71 ⁠abstenções, a favor da legislação, ​embora ‌com salvaguardas adicionais, refletindo as preocupações de que Washington possa não cumprir o acordo firmado em Turnberry, na Escócia, em julho passado.

As salvaguardas ⁠incluem cláusulas de caducidade, de ativação futura e de ​suspensão. Além disso, os parlamentares europeus insistem que ​os EUA removam 50% das ‌taxas impostas um ​mês ⁠após o acordo de Turnberry sobre o conteúdo de aço e alumínio de produtos como turbinas eólicas e motocicletas.

O ​comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, chamou a votação de 'passo crucial', proporcionando segurança para as empresas da UE.

A representação dos EUA na UE disse ​que saudou a votação.

O Parlamento Europeu está debatendo propostas para remover as taxas de importação da UE sobre produtos industriais dos EUA e melhorar o acesso aos produtos agrícolas dos EUA, uma parte fundamental do acordo, bem como para continuar com taxas zero para lagostas ​dos EUA, inicialmente acordadas com Trump em 2020.

A votação do ‌Parlamento Europeu nesta quinta-feira ⁠não é o fim do processo. Representantes do Parlamento e dos governos da UE negociarão os ⁠textos finais antes de uma votação ⁠final de aprovação pelos ⁠parlamentares da ⁠UE, ​não esperada antes de abril ou maio.

(Reportagem de Philip Blenkinsop)

Reuters

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