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Petrobras vê potencial para exportar gás liquefeito do pré-sal, diz CEO

Petrobras vê potencial para exportar gás liquefeito do pré-sal, diz CEO

Reuters

27/08/2026

Placeholder - loading - Executivos da Seatrium e da Petrobras participam da cerimônia de batismo das FPSOs P-80 e P-82 da Petrobras no estaleiro da Seatrium em Cingapura  27 de agosto de 2026 REUTERS/Edgar Su
Executivos da Seatrium e da Petrobras participam da cerimônia de batismo das FPSOs P-80 e P-82 da Petrobras no estaleiro da Seatrium em Cingapura 27 de agosto de 2026 REUTERS/Edgar Su

27 Ago (Reuters) - A Petrobras vê potencial ​para exportar gás natural produzido no pré-sal brasileiro para mercados asiáticos no futuro, disse nesta quinta-feira a presidente da petroleira, Magda Chambriard, em Cingapura.

A ideia seria realizar a liquefação do gás em alto mar, contando eventualmente com apoio da empresa de engenharia naval Seatrium, segundo a executiva, que participou nesta quinta-feira do lançamento de duas embarcações para produção no campo de Búzios, contratadas junto à Seatrium.

Chambriard afirmou que a estatal tem ⁠discutido ⁠o aumento da produção de gás ​do ‌pré-sal e as oportunidades que podem surgir a partir desse crescimento, incluindo exportações de gás natural liquefeito (GNL).

'Vemos espaço para exportar gás por meio de navios de GNL', disse Chambriard, a jornalistas.

Segundo ⁠Chambriard, a Petrobras já discute como parceiros podem apoiar a ​companhia no desafio de liquefazer gás no mar e viabilizar exportações ​para mercados interessados no combustível.

'Esse será ‌o próximo passo', ​afirmou.

A executiva ⁠destacou que a Ásia aparece como destino natural para eventuais embarques de gás brasileiro, citando o forte crescimento da demanda energética na região.

'Hoje exportamos ​muito petróleo para a Ásia-Pacífico, é o nosso principal destino. E, olhando para frente, vemos que talvez venha a ser também o principal destino do gás', afirmou.

O presidente da Seatrium, Chris Ong, afirmou ​que a companhia está focada no mercado de GNL e vê espaço para cooperar com a Petrobras em soluções envolvendo unidades flutuantes de liquefação de gás (FLNG, na sigla em inglês).

Segundo o executivo, a Seatrium foi a primeira empresa a converter dois navios transportadores de GNL em unidades FLNG em operação, experiência que poderá ser usada em futuros projetos ​com a estatal brasileira.

'Certamente trabalharemos com a Petrobras para avaliar como podemos ‌agregar valor em outra parte ⁠da cadeia de suprimentos com unidades flutuantes de GNL', disse Ong.

Ele acrescentou que a parceria entre as empresas pode se estender além ⁠da construção de plataformas FPSO, incluindo outros ⁠ativos voltados à monetização do gás ⁠natural produzido offshore.

(Reportagem ⁠de ​Siyi Liu, em Cingapura, texto de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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