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Petróleo cai após sinais de aperto monetário nos EUA e rumores de avanço em Ormuz

Petróleo cai após sinais de aperto monetário nos EUA e rumores de avanço em Ormuz

Reuters

28/08/2026

Placeholder - loading - Uma bomba de balancim, usada para ajudar a extrair petróleo de um poço, na Bacia do Permiano, perto de Midland, no Texas (EUA), em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Arathy Somasekhar
Uma bomba de balancim, usada para ajudar a extrair petróleo de um poço, na Bacia do Permiano, perto de Midland, no Texas (EUA), em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Arathy Somasekhar

Por Erwin Seba

HOUSTON, 28 Ago (Reuters) - Os ​preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira, registrando também queda na semana, à medida que os operadores avaliavam indícios sobre a política de combate à inflação do Federal Reserve dos Estados Unidos e rumores de um possível acordo sobre o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$89,31 por barril, com queda de 0,43%. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) fecharam a US$83,40 por barril, com queda de 0,16%.

Na ⁠semana, ⁠o Brent fechou com queda de ​mais ‌de 5% e o WTI, de mais de 4%.

Após comentários do novo chair do Fed, Kevin Warsh, apontando para um possível aumento da taxa de juros ainda este ano para conter a inflação, ⁠os preços do petróleo caíram ainda mais, disse Phil Flynn, analista ​sênior do Price Futures Group.

“Os mercados (globais) de produtos parecem sólidos diante de ​novos ataques da Ucrânia a refinarias russas”, ‌disse Flynn. “Mas há ​muitos rumores ⁠de que poderíamos ver um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz no fim de semana.”

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã completou ​seu sexto mês nesta sexta-feira.

Os operadores acompanhavam a recuperação instável do fluxo de petróleo pelo estreito, por onde passavam 20% da produção global de petróleo antes do início da guerra.

“O mercado foi surpreendido pelo fluxo ​adicional, pelo corredor de transporte Irã-Omã e pelas alegações dos EUA sobre a remoção de minas”, disse o analista da Rystad, Janiv Shah.

“A queda semanal provavelmente se deve ao volume disponível que consegue sair do Estreito e ao ritmo de aumento dos fluxos. Isso permitiria que as refinarias asiáticas adquirissem e consumissem”, disse ele.

Nesta semana, os EUA anunciaram o que chamaram de “as sanções ​mais duras da história” contra o Irã. Teerã afirmou que as sanções eram ‌um “ato desumano e hostil” que havia ⁠perdido sua eficácia.

Os mediadores estão intensificando os esforços para conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz. Teerã concordou em elaborar uma lista de ⁠condições para restaurar o tráfego normal depois que ⁠um emissário do Catar pressionou os ⁠iranianos a respeitar ⁠a ​liberdade de navegação.

(Reportagem de Erwin Seba, Seher Dareen, Sudarshan Varadhan e Colleen Howe)

Reuters

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