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Petróleo fecha com alta de mais de US$4 por barril com retomada de confrontos entre EUA e Irã

Petróleo fecha com alta de mais de US$4 por barril com retomada de confrontos entre EUA e Irã

Reuters

01/09/2026

Placeholder - loading - Embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 31 de agosto de 2026. REUTERS/Stringer
Embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 31 de agosto de 2026. REUTERS/Stringer

Por Scott DiSavino

NOVA YORK, 1 Set (Reuters) - ​Os preços do petróleo subiram mais de US$ 4 por barril nesta terça-feira, fechando na maior cotação em cinco semanas, à medida que os operadores temiam novas interrupções no abastecimento do Oriente Médio devido à retomada dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã.

Os futuros do Brent subiram US$4,16, ou 4,6%, fechando a US$94,65 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$4,46, ou ⁠5,2%, ⁠fechando a US$90,22.

Esse foi o maior ​fechamento ‌para o Brent desde 24 de julho e para o WTI desde 23 de julho.

Os EUA lançaram novos ataques aéreos contra alvos iranianos, frustrando as esperanças de que uma ⁠troca de ataques no último fim de semana não prenunciasse uma retomada mais ​ampla das hostilidades.

Os preços do petróleo já haviam subido após ​essa primeira troca de ataques diretos ‌desde julho e ​após relatos ⁠de que dois petroleiros foram atingidos ao saírem do Estreito de Ormuz, a via navegável que garante o abastecimento global de petróleo e ​que o Irã fechou efetivamente à navegação.

Teerã se manteve desafiadora, alertando que impediria a exportação de petróleo do Golfo Pérsico, apesar da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de atingir o ​Irã “com força” em resposta aos novos ataques iranianos, e de um aviso do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que Washington estava prestes a impor novas sanções.

“Hoje... as forças americanas começaram a atacar alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã”, informou o Comando Central dos EUA no X. “Os ataques ocorrem após recentes tentativas ​de ataque pela Guarda Revolucionária Islâmica contra navios comerciais no Estreito de ‌Ormuz e contra militares norte-americanos ⁠destacados na região.”

As novas hostilidades “geraram preocupações quanto a interrupções prolongadas no fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o analista ⁠do Saxo Bank, Ole Hansen.

(Reportagem de ⁠Scott DiSavino em Nova York, Robert ⁠Harvey em ⁠Londres, ​Noel John e Sumit Saha em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)

Reuters

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