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Polícia reprime protesto da oposição indiana que exigia renúncia do chefe da comissão eleitoral

Polícia reprime protesto da oposição indiana que exigia renúncia do chefe da comissão eleitoral

Reuters

06/10/2026

Placeholder - loading - Manifestantes sobem no teto de um veículo enquanto participam de um protesto organizado por partidos da oposição exigindo a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, em Nova Délhi 6
Manifestantes sobem no teto de um veículo enquanto participam de um protesto organizado por partidos da oposição exigindo a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, em Nova Délhi 6

Por Saurabh Sharma e Shilpa Jamkhandikar e Sakshi Dayal

NOVA ​DELHI, 6 Out (Reuters) - A polícia indiana dispersou, nesta terça-feira, um protesto da oposição e deteve temporariamente o líder do Partido do Congresso, Rahul Gandhi, e outros parlamentares, depois que eles exigiram a renúncia do presidente da comissão eleitoral, alegando que as listas eleitorais haviam sido alteradas para favorecer o governo.

Dezenas de parlamentares liderados por Gandhi marcharam até a sede da Comissão Eleitoral da Índia (ECI, na sigla em inglês) antes de iniciar o protesto nas proximidades, sentados em colchões brancos sob uma árvore, que terminou à noite quando a polícia interveio e levou vários deles para dentro de viaturas.

Partidos que se ⁠opõem ao ⁠governo do primeiro-ministro Narendra Modi, juntamente com ​membros do ‌popular movimento juvenil “barata”, iniciaram protestos contra o presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, depois que o jornal Indian Express noticiou divergências dentro da comissão no mês passado sobre a atualização das listas eleitorais.

As manifestações representam um desafio político para Modi na metade de seu terceiro ⁠mandato, poucos meses depois que protestos semelhantes forçaram a renúncia de seu ministro ​da Educação devido ao vazamento de questões de provas.

As divergências relatadas sobre as listas eleitorais ​e os procedimentos de registro alimentaram preocupações quanto à ‌neutralidade da comissão, liderada por ​um ⁠nomeado pelo governo de Modi. A Reuters não conseguiu verificar a reportagem do jornal.

'PERMANECEREMOS AQUI PELO TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO'

O Partido do Congresso e outros partidos afirmam que as listas eleitorais revisadas beneficiam Modi e ​seu partido. Kumar não se pronunciou sobre o assunto, mas a ECI e o Partido Bharatiya Janata (BJP), do governo de Modi, negaram as acusações.

O porta-voz do BJP, Sudhanshu Trivedi, disse que os parlamentares do Partido do Congresso estavam enganando o país ao fazer alegações infundadas sobre a comissão ​eleitoral.

A Polícia de Délhi informou que Gandhi, sua irmã Priyanka Vadra, também parlamentar, e outras pessoas foram detidos em conformidade com a lei para manter a paz e no interesse da segurança pública.

Eles foram liberados posteriormente, informou o Partido do Congresso.

Gandhi havia dito anteriormente aos repórteres que “os membros da comissão eleitoral terão que se reunir conosco” eventualmente.

“Só queremos ir até os comissários eleitorais, fazer perguntas a eles e dizer que vocês roubaram votos”, afirmou.

Ele e vários outros membros de seu partido, o Partido ​do Congresso, haviam se sentado em colchões dentro do complexo da emissora estatal, ao lado da ECI.

“Ficaremos ‌sentados o tempo que for preciso”, disse ⁠Gandhi antes das detenções pela polícia.

A comissão eleitoral informou posteriormente que recebeu um pedido para se reunir com os parlamentares na noite desta terça-feira, mas o local sugerido por eles não estava ⁠de acordo com o protocolo da ECI. Os parlamentares rejeitaram ⁠a oferta da ECI de que um de ⁠seus funcionários recebesse o ⁠memorando, ​acrescentou a comissão em um comunicado.

(Reportagem de Saurabh Sharma; Reportagem adicional de Arpan Chaturvedi e Sakshi Dayal; )

Reuters

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