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Premiê da Dinamarca enfrenta negociações difíceis para permanecer no cargo

Premiê da Dinamarca enfrenta negociações difíceis para permanecer no cargo

Reuters

25/03/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra e líder do Partido Social Democrata da Dinamarca, Mette Frederiksen, durante debate entre líderes partidários em Copenhague após eleição dinamarquesa 25/03/2026 REUTERS/Leonhard Foeg
Primeira-ministra e líder do Partido Social Democrata da Dinamarca, Mette Frederiksen, durante debate entre líderes partidários em Copenhague após eleição dinamarquesa 25/03/2026 REUTERS/Leonhard Foeg

Por Soren Jeppesen e Louise Rasmussen

COPENHAGUE, 25 Mar (Reuters) - A primeira-ministra ​da Dinamarca, Mette Frederiksen, entregou a renúncia de seu governo de coalizão nesta quarta-feira, após sofrer uma grande derrota nas eleições, mas ainda pode emergir como líder de um novo gabinete nas próximas semanas.

Os analistas afirmam que o resultado foi uma revolta dos eleitores em relação às promessas econômicas não cumpridas pelo governo centrista que estava saindo e um sinal de que o eleitorado estava cansado de Frederiksen como líder após sete anos no poder.

O Partido Social Democrata, de Frederiksen, teve sua pior eleição desde 1903 na terça-feira, conquistando apenas 38 cadeiras no Parlamento de 179 assentos -- contra 50 há quatro anos -- em meio às preocupações dos eleitores com o meio ambiente, ⁠a crise do ⁠custo de vida e o Estado de bem-estar ​social.

Essas questões ‌de política interna ofuscaram o apoio obtido com a postura desafiadora de Frederiksen em relação às repetidas ambições do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adquirir a Groenlândia, um território semiautônomo da Dinamarca, segundo analistas.

'Essa perda foi maior do que se poderia explicar apenas pelo custo de governar', disse ⁠Rune Stubager, cientista político da Universidade de Aarhus.

Stubager atribuiu a derrota a decisões econômicas ​polarizadoras, como o polêmico cancelamento de um feriado público, cortes de impostos para pessoas de alta renda ​e uma proposta de última hora para introduzir um imposto sobre ‌a fortuna.

A eleição refletiu ​uma tendência ⁠mais ampla de os eleitores se afastarem dos partidos centristas em direção a alternativas anti-imigração e de esquerda. Os partidos nacionalistas de direita aumentaram sua parcela de votos para 17%, de 14,4% em 2022, enquanto o Partido Verde de ​Esquerda também ganhou terreno.

O Partido Popular Dinamarquês, que é contra a imigração, também capitalizou as preocupações com a inflação e o custo de vida, prometendo reduzir os impostos sobre os combustíveis e organizando eventos de campanha oferecendo gasolina com desconto aos motoristas, disse Stubager.

Embora as duras políticas de imigração de Frederiksen tenham permanecido amplamente ​alinhadas com o sentimento do público, a agenda econômica doméstica, em vez de sua posição sobre a imigração, teve mais peso na eleição, segundo os analistas.

Apesar do revés, os social-democratas continuaram a ser o maior partido da Dinamarca, com 21,9% de apoio, o que significa que Frederiksen é amplamente vista como tendo uma boa chance de retornar para um terceiro mandato como primeira-ministra, embora somente após difíceis e longas negociações de coalizão.

'Esse é o paradoxo da eleição, o fato de que a grande perdedora, Mette Frederiksen, a primeira-ministra, também é a favorita para se ​tornar a próxima primeira-ministra', disse o analista político Noa Redington.

O bloco de esquerda de Frederiksen garantiu 84 assentos no Parlamento, ‌um pouco à frente dos 77 assentos ⁠do bloco de direita, deixando ambos os lados aquém dos 90 assentos necessários para formar um governo majoritário. O Partido Moderado, de centro, liderado pelo ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, surgiu como um potencial ⁠fiel de balança, com 14 cadeiras.

Nesta quarta-feira, os líderes do partido terão ⁠reuniões individuais com o rei para sugerir um ⁠candidato para a primeira ⁠tentativa ​de formar um governo.

(Reportagem de Tom Little, Soren Jeppesen e Louise Breusch Rasmussen, em Copenhague, e Anna Ringstrom, em Estocolmo)

Reuters

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