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Presidente da Bulgária renuncia em meio a especulações de que formará seu próprio partido

Presidente da Bulgária renuncia em meio a especulações de que formará seu próprio partido

Reuters

19/01/2026

Placeholder - loading - Presidente da Bulgária, Rumen Radev, faz pronunciamento à nação em Sofia 19/01/2026 REUTERS/Stoyan Nenov
Presidente da Bulgária, Rumen Radev, faz pronunciamento à nação em Sofia 19/01/2026 REUTERS/Stoyan Nenov

SOFIA, 19 Jan (Reuters) - O presidente ⁠da Bulgária, Rumen Radev, renunciará ao cargo, disse ele em um discurso nesta segunda-feira, alimentando a especulação generalizada de que ele formará seu próprio partido político para concorrer nas próximas eleições parlamentares, depois que o governo anterior renunciou no mês passado.

Radev, que deveria ocupar o cargo, em grande parte cerimonial, até janeiro de ​2027, disse que apresentará sua ⁠renúncia ⁠ao Tribunal Constitucional na terça-feira. Se aprovada, ele será substituído pela vice-presidente Iliana Iotova até as eleições presidenciais em novembro.

Radev, que expressou ceticismo sobre a recente iniciativa da Bulgária de aderir ‌ao euro e opiniões favoráveis ao Kremlin sobre ​a guerra na Ucrânia, foi ‌eleito presidente em ​2016 ​e novamente em 2021.

No entanto, suas ambições políticas se ampliaram e há muito tempo ele vem anunciando a ​possibilidade de formar seu próprio partido.

Sua decisão de renunciar, amplamente esperada no país dos Bálcãs, ocorre em meio a uma crise política que faz com que a Bulgária se encaminhe para sua oitava eleição parlamentar em quatro anos. Um Parlamento fragmentado fez com que uma série de vencedores de eleições não conseguisse conquistar maiorias ou criar coalizões duradouras.

A última coalizão durou quase um ano, até que os protestos ⁠contra um novo orçamento e a corrupção generalizada forçaram-na ‌a renunciar em dezembro. ⁠As eleições estão previstas para os próximos meses.

Enquanto isso, Radev, um ex-comandante da Força Aérea, teve ‍que nomear governos interinos várias vezes, elevando seu perfil e suas próprias ​ambições ‌políticas, segundo analistas e diplomatas ocidentais.

(Reportagem de Alex Lefkowitz)

Reuters

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