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Rede elétrica de Cuba sofre colapso parcial em meio a protestos

Rede elétrica de Cuba sofre colapso parcial em meio a protestos

Reuters

14/05/2026

Placeholder - loading - Pessoas em Havana batem em utensílios durante protesto contra os frequentes cortes de energia em Cuba 13 de maio de 2026 REUTERS/Norlys Perez
Pessoas em Havana batem em utensílios durante protesto contra os frequentes cortes de energia em Cuba 13 de maio de 2026 REUTERS/Norlys Perez

Por Dave Sherwood

HAVANA, 14 Mai (Reuters) - A ​rede elétrica de Cuba sofreu um colapso parcial no início da manhã desta quinta-feira, informou a operadora de rede do país, a UNE, cortando a energia em todo o leste de Cuba e testando a paciência dos cubanos, já exaustos pelos apagões aparentemente intermináveis em meio a um bloqueio de combustível dos Estados Unidos.

No meio da manhã, as autoridades haviam restaurado a energia para alguns serviços essenciais na região, informou a operadora da rede, embora grande parte de Cuba a leste ⁠de ⁠Camagüey, incluindo a segunda maior cidade da ​ilha, Santiago ‌de Cuba, continuasse praticamente sem eletricidade.

A ilha caribenha de quase 10 milhões de habitantes chegou a um ponto crítico este mês, à medida que o calor do verão se instala e a grande maioria — inclusive na capital ⁠Havana — agora sofre com a falta de eletricidade por 20 horas ou mais ​por dia.

Os apagões pioraram drasticamente a partir de janeiro, depois que o presidente ​dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas ‌a qualquer nação ​que fornecesse ⁠combustível à ilha. A Venezuela e o México, que já foram os principais fornecedores de petróleo do país, cortaram as remessas desde então.

Trump previu que Cuba entraria ​em 'colapso' e disse que quer derrubar o atual governo comunista.

O ministro de Minas e Energia de Cuba disse na quarta-feira que a ilha havia ficado completamente sem óleo combustível e diesel, ambos essenciais para alimentar a ​rede elétrica da ilha, e culpou o bloqueio dos EUA pelos apagões.

Protestos generalizados eclodiram em Havana na noite de quarta-feira, quando os cortes de energia em algumas partes da cidade se estenderam por 24 horas ou mais, ameaçando estragar as reservas de alimentos congelados e tornando o sono praticamente impossível para muitos moradores.

'O país não tem combustível e isso não é mentira', disse Rodolfo ​Aragón, um pequeno empresário de 55 anos que disse que via pouca esperança para ‌o futuro em meio ao conflito ⁠de Cuba com os EUA. 'Nossa economia chegou ao fundo do poço.'

A Organização das Nações Unidas considerou na semana passada o bloqueio de combustível imposto ⁠por Trump ilegal, afirmando que ele obstruiu o 'direito ⁠do povo cubano ao desenvolvimento, minando ⁠seus direitos à ⁠alimentação, ​educação, saúde, água e saneamento'.

(Reportagem de Dave Sherwood, reportagem adicional de Mario Fuentes)

Reuters

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