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Retração da indústria do Brasil se aprofunda em dezembro, mostra PMI

Retração da indústria do Brasil se aprofunda em dezembro, mostra PMI

Reuters

02/01/2026

Placeholder - loading - Fábrica da BYD em Camaçari (BA) 09/10/2025 REUTERS/Joa Souza
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) 09/10/2025 REUTERS/Joa Souza

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 2 Jan (Reuters) - A atividade ⁠industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Segundo os dados da pesquisa, todos os cinco subcomponentes tiveram influência negativa na última ​leitura.

“A indústria do Brasil foi severamente impactada ⁠pela retração ⁠da demanda... As novas encomendas não conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas reduzindo seus preços de venda no ritmo mais forte em pouco menos de dois anos e meio”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

'Os dados indicaram muito ‌pouco que aponte para qualquer recuperação imediata no curto prazo', completou.

A taxa ​de contração da entrada de novos negócios ‌acelerou em dezembro, com ​os entrevistados ​identificando retração da demanda como o principal determinante das vendas menores. Isso desencadeou uma nova contração na produção industrial, a mais rápida desde setembro passado.

Quanto à demanda ​internacional por produtos brasileiros, embora ela tenha continuado a piorar, a taxa de redução das vendas externas moderou em relação a novembro.

A pesquisa mostrou ainda que os fabricantes no Brasil sinalizaram uma segunda queda mensal consecutiva nos custos de insumos no final de 2025, com a taxa de desconto marcando o ritmo mais rápido em 27 meses. As empresas relataram tarifas menores para energia, alimentos, frete, metais, plásticos e resina.

A combinação de economia com os custos e esforços para estimular as vendas reduziu os preços cobrados pelos produtos, caindo pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido desde julho de 2023.

Mas o aumento marginal no ⁠emprego registrado em novembro foi revertido em dezembro, com as empresas cortando o quadro ‌de funcionários pela quarta vez em ⁠sete meses em meio a iniciativas de controle de custos e capacidade ociosa.

Apesar do cenário fraco, os produtores de bens preveem um aumento na produção ‍durante 2026 em comparação aos níveis atuais. O otimismo foi atribuído à expectativa de melhores condições de demanda, ​redução ‌da taxa de juros, investimentos em tecnologia e maior foco em aprimorar a produtividade.

Reuters

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