Banner A1 Ads - Hero Banner
Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Risco-país da Argentina cai abaixo de 500 pontos-base, para mínima de quase 8 anos

Risco-país da Argentina cai abaixo de 500 pontos-base, para mínima de quase 8 anos

Reuters

27/01/2026

Placeholder - loading - Sede do banco central da Argentina em Buenos Aires 27/10/2025. REUTERS/Irina Dambrauskas
Sede do banco central da Argentina em Buenos Aires 27/10/2025. REUTERS/Irina Dambrauskas

Atualizada em  27/01/2026

BUENOS AIRES, 27 Jan (Reuters) - O risco-país da ⁠Argentina foi abaixo dos 500 pontos-base nesta terça-feira, atingindo uma mínima de quase oito anos, em um patamar no qual o governo poderia analisar o retorno aos mercados internacionais de crédito.

A compra diária de dólares por parte do Banco Central da República Argentina (BCRA), a alta na paridade dos títulos soberanos do país e a firmeza política do presidente libertário Javier Milei se conjugaram a favor dos mercados financeiros, afirmaram ​analistas.

O referencial de risco estava em ⁠499 pontos-base ⁠por volta das 14h no horário de Brasília, ante os 510 pontos-base da véspera, rompendo uma firme resistência de 550 pontos registrada em jornadas anteriores, com uma tendência rumo aos 450 pontos-base -- patamar semelhante ao apresentado pelo Equador.

'Embora a taxa ‌dos títulos dos Estados Unidos de 10 anos seja maior ​do que a vigente na última emissão ‌internacional da Argentina (2018), ​o fato ​de o Equador ter ido recentemente ao mercado internacional para emitir leva o mercado a se perguntar quando poderá ser a vez da ​Argentina', comentou Juan Manuel Franco, economista-chefe do Grupo SBS.

'As taxas em que o Equador captou -- um crédito que vem sendo atingido por diversos fatores de risco nos últimos anos -- foram de 8,75% e 9,25% para títulos de 8 e 13 anos, respectivamente. Portanto, não parece absurdo pensar que a Argentina possa fazer isso, embora sigamos de perto os movimentos do mercado', acrescentou.

A acumulação de reservas do BCRA será fundamental para que essa taxa, em uma potencial saída ao mercado internacional, seja a menor possível, concordam os operadores.

A autoridade monetária acumula ⁠em janeiro compras de US$1,019 bilhão, após a aquisição de US$39 milhões ‌na véspera, o que eleva ⁠as reservas internacionais para US$45,740 bilhões, segundo dados oficiais provisórios.

Esta situação encontra respaldo na emissão de debêntures corporativas, nas altas taxas em ‍pesos e na retração da demanda privada por dólares. É 'fundamental ter o risco-país próximo dos ​500 ‌pontos-base', ressaltou a corretora Cohen.

(Reportagem de Jorge Otaola; colaboração de Hernán Nessi)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.