Secretário do Tesouro dos EUA minimiza 'histeria' sobre Groenlândia
Secretário do Tesouro dos EUA minimiza 'histeria' sobre Groenlândia
Reuters
20/01/2026
DAVOS, SUÍÇA, 20 Jan (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, expressou confiança nesta terça-feira de que os Estados Unidos e os países europeus encontrarão uma solução para o objetivo do governo norte-americano de assumir o controle da Groenlândia, minimizando a 'histeria' sobre uma possível guerra comercial.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado tarifas sobre as importações de aliados europeus que se opõem à tomada da Groenlândia pelos Estados Unidos, uma parte autônoma do Reino da Dinamarca.
Os países europeus dizem que isso violaria um acordo comercial firmado com Trump no ano passado, e os líderes da UE devem discutir uma possível retaliação em uma cúpula de emergência em Bruxelas na quinta-feira.
Uma opção é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros de importações dos EUA que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses.
Bessent disse que a questão só surgiu recentemente e que será encontrada uma solução que garanta a segurança nacional dos Estados Unidos e da Europa.
'Já se passaram 48 horas. Como eu disse, sentem-se e relaxem', disse Bessent a repórteres às margens da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. 'Estou confiante de que os líderes não vão aumentar a tensão e que isso vai se resolver de uma maneira que termine em um lugar muito bom para todos.'
Questionado sobre a perspectiva de uma guerra comercial prolongada entre os Estados Unidos e a Europa, Bessent respondeu: 'Por que estamos saltando para isso? Por que você está considerando o pior caso?... Acalmem a histeria. Respirem fundo'.
Trump tem insistido repetidamente que não se contentará com nada menos do que a posse da Groenlândia. Os líderes da Dinamarca e da Groenlândia disseram que a ilha não está à venda e não quer fazer parte dos Estados Unidos.
(Reportagem de Francesco Canepa em Frankfurt)
Reuters


