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Starmer diz que Reino Unido não pode ignorar a China, enquanto Trump critica acordos com Pequim

Starmer diz que Reino Unido não pode ignorar a China, enquanto Trump critica acordos com Pequim

Reuters

30/01/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer 12/11/2025 REUTERS/Phil Noble
Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer 12/11/2025 REUTERS/Phil Noble

Por Andrew MacAskill e Bo Erickson

XANGAI/WASHINGTON, CHINA, ⁠30 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta sexta-feira que seria insensato o Reino Unido não se engajar com a China, rejeitando uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que seria perigoso fazer negócios com Pequim.

Starmer é o mais recente líder ocidental a visitar a China em busca de proteção econômica e geopolítica contra a imprevisibilidade de Trump, o que irritou o líder norte-americano. Na semana passada, Trump ameaçou impor tarifas ao Canadá depois que o primeiro-ministro Mark Carney fechou acordos ​econômicos com Pequim.

As três horas de conversações entre ⁠Starmer e ⁠o presidente Xi Jinping na quinta-feira resultaram em um acordo para a China reduzir as tarifas sobre o uísque britânico e flexibilizar as regras de visto. O Reino Unido também viu um progresso no acesso ao mercado para o seu setor de serviços profissionais.

'Seria imprudente simplesmente dizer que ‌vamos ignorar a China', disse Starmer à BBC em entrevista em Xangai, ​destacando a recente visita do presidente francês Emmanuel ‌Macron ao país asiático ​e ​uma viagem planejada pelo chanceler alemão Friedrich Merz.

'O fato de o Reino Unido ser o único país a se recusar a participar não seria do nosso interesse nacional.'

TRUMP SE ​OPÕE A LAÇOS ESTREITOS COM A CHINA

Em Washington, respondendo a perguntas sobre laços mais estreitos entre o Reino Unido e a China, Trump disse: 'Bem, é muito perigoso para eles fazerem isso'. O presidente não deu mais detalhes.

Starmer afirmou que a relação entre o Reino Unido e os EUA é muito próxima e que Washington foi informada sobre sua visita.

O próprio Trump planeja viajar para a China em abril.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários sobre a declaração de Trump.

O governo trabalhista de centro-esquerda de Starmer tem tido dificuldades para cumprir as promessas de impulsionar o crescimento desde que assumiu o poder, em ⁠julho de 2024, e fez da melhoria das relações com a segunda maior economia ‌do mundo uma prioridade.

'Esta visita foi ⁠um verdadeiro sucesso, particularmente na abertura do mercado', disse ele à BBC no último dia de sua visita.

'Temos uma delegação empresarial composta por 60 líderes, e ‍basta passar cinco minutos com eles para perceber a diferença que isso fará para a nossa economia.'

(Reportagem de ​Bo ‌Erickson em Washington e Andrew MacAskill em Xangai; texto de John Geddie e William James)

Reuters

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