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Suíça rejeita regras de neutralidade que teriam restringido cooperação com Otan

Suíça rejeita regras de neutralidade que teriam restringido cooperação com Otan

Reuters

27/09/2026

Placeholder - loading - Demonstração de operações com drones no Exército Suíço, em Thun, na Suíça 27 de agosto de 2026 REUTERS/Stefan Wermuth
Demonstração de operações com drones no Exército Suíço, em Thun, na Suíça 27 de agosto de 2026 REUTERS/Stefan Wermuth

Por Marleen Kaesebier e ​John Revill

ZURIQUE, 27 Set (Reuters) - Eleitores suíços rejeitaram categoricamente neste domingo uma proposta que adotaria uma forma mais restritiva de neutralidade e poderia impedir o país de impor sanções econômicas ou cooperar com a Otan.

Todos os cantões e cerca de 70% dos eleitores rejeitaram a proposta de incluir na Constituição ⁠suíça ⁠uma definição mais rígida ​de neutralidade, ‌segundo os resultados finais divulgados pelo Escritório Federal de Estatística.

“Este resultado não é um voto contra a neutralidade. A Suíça ⁠era neutra ontem, é neutra hoje e continuará ​neutra no futuro”, afirmou o ministro das Relações ​Exteriores, Ignazio Cassis, em uma ‌coletiva de ​imprensa após ⁠o anúncio do resultado.

Embora a neutralidade suíça seja internacionalmente reconhecida desde o fim das guerras napoleônicas, em ​1815, a forma como o governo a implementa não está explícita.

O Partido Popular Suíço (SVP), de direita, afirmou que a posição tradicional da ​Suíça ficou prejudicada após Berna impor sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia.

A campanha financiou cartazes em todo o país instando as pessoas a votarem “Não à guerra, sim à neutralidade”, com pombas brancas da paz, antes da votação.

Cassis afirmou que ​a rejeição permite que a Suíça continue decidindo ‌sobre sanções econômicas caso ⁠a caso e coopere com parceiros quando isso fortalecer a segurança do país, a qual, ⁠segundo ele, também depende da ⁠segurança de seus vizinhos ⁠e do ⁠continente ​europeu.

(Reportagem de John Revill e Marleen Kaesebier, em Zurique)

Reuters

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