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Taxas dos DIs fecham em alta após medida dos EUA sobre vistos gerar ruído

Taxas dos DIs fecham em alta após medida dos EUA sobre vistos gerar ruído

Reuters

14/01/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 14 Jan (Reuters) - As taxas ⁠dos DIs fecharam a quarta-feira em alta após notícia sobre a suspensão de processamento pelos Estados Unidos de vistos para brasileiros gerar ruído no mercado, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries caíram.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,055%, em alta de 8 pontos-base ante o ajuste de 12,971% da sessão anterior. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,57%, com elevação de 4 pontos-base ante o ajuste de 13,532%.

As taxas futuras iniciaram a segunda-feira no território negativo, em sintonia com recuo visto também entre os rendimentos dos Treasuries. A divulgação ​de nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest pouco alterou o cenário, ⁠e as ⁠taxas dos DIs seguiram em baixa.

Em um dos cenários estimulados para o primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 23% e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 9%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Nas simulações de segundo turno, Lula vence ‌Tarcísio por 44% a 39% e supera Flávio por 45% a 38%.

A pesquisa mostrou ainda ​que a avaliação do governo Lula variou dentro da ‌margem de erro do levantamento. ​O ​percentual dos que têm uma avaliação negativa do governo passou de 38% para 39%, enquanto os que enxergam a gestão positivamente foram de 34% para 32%.

“Dada a distância até as eleições de outubro, o que ​mais importa hoje é o nível de rejeição, e não o percentual de voto. Como não houve novidades na avaliação do governo Lula, a pesquisa não fez preço”, comentou durante a tarde a analista Laís Costa, da Empiricus Research.

No fim da manhã, no entanto, notícia inicialmente divulgada pela Fox News -- e mais tarde confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA -- de que os Estados Unidos vão suspender o processamento de vistos para brasileiros, dentro de uma medida mais ampla que atinge ao todo 75 países, foi mal-recebida pelo mercado.

Às 11h09, a taxa do DI para janeiro de 2028 marcou a máxima de 13,070%, em alta de 10 pontos-base ante o ajuste da véspera. Perto deste horário, o dólar também atingiu o pico do dia, superando os R$5,42.

Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que a ⁠suspensão do processamento dos vistos de brasileiros em tese não terá consequências para a economia brasileira, mas o ‌anúncio assustou em um primeiro momento.

Passado o ⁠impacto inicial, o dólar devolveu os ganhos e voltou a oscilar abaixo dos R$5,40, mas os DIs não devolveram prêmios e as taxas seguiram em alta.

O avanço da curva no Brasil contrastou ‍com o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries cediam, em uma sessão de novos dados sobre a economia norte-americana e tensões geopolíticas. ​Às ‌16h48, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 4,14%.

Reuters

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