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Taxas dos DIs têm baixas firmes após Trump adiar ataques contra usinas do Irã

Taxas dos DIs têm baixas firmes após Trump adiar ataques contra usinas do Irã

Reuters

23/03/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 23 Mar (Reuters) - As taxas dos DIs ​fecharam a segunda-feira com baixas firmes, superiores a 30 pontos-base em alguns vencimentos, em uma sessão marcada pela busca global por ativos de risco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar por cinco dias os ataques contra usinas de energia do Irã e afirmar que os dois países estão conversando sobre a guerra.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,795%, em queda de 33 pontos-base ante o ajuste de 14,122% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,865%, com recuo de 18 pontos-base ante 14,04%.

Pela manhã, Trump afirmou que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia iranianas por cinco dias, além de ⁠citar conversas “muito boas e ⁠produtivas” entre os países.

Durante o dia, ele reforçou ​a possibilidade ‌de um acordo. 'Com o Irã, estamos negociando há muito tempo e, desta vez, eles estão falando sério', disse.

Do lado de Teerã, no entanto, a agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, afirmou que não há comunicações diretas ou indiretas com os EUA.

O desencontro de narrativas trouxe certa volatilidade para a curva a termo brasileira na abertura, ⁠mas ainda na primeira hora de negociações as taxas se firmaram em baixa, com o dólar ​também em queda ante o real.

A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,765% (-36 pontos-base) ​às 16h21, em meio ao apetite dos investidores globais por ativos de ‌risco.

No exterior, os preços do ​barril de ⁠petróleo Brent cediam mais de 10% no fim da tarde, para abaixo de US$100, aliviando parte das preocupações sobre o efeito da guerra na inflação dos países -- incluindo o Brasil.

No boletim Focus divulgado pela manhã pelo Banco Central, no entanto, os economistas do ​mercado financeiro elevaram de 4,10% para 4,17% a projeção para a inflação no Brasil em 2026. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC é de 3%. Este foi o segundo avanço semanal da projeção de inflação no Focus.

No caso da Selic, os economistas elevaram de 12,25% para 12,50% a taxa projetada para o fim de 2026, na esteira das preocupações ​de que a disparada recente do petróleo possa pressionar a inflação brasileira, reduzindo o espaço para cortes de juros.

Como atualmente a taxa básica está em 14,75% ao ano, na prática os economistas projetam mais 225 pontos-base de cortes até o fim do ano. A expectativa no Focus é de que o BC corte a Selic em 50 pontos-base em abril.

A curva a termo, porém, vem mostrando uma precificação majoritária de corte de apenas 25 pontos-base da Selic em abril, com investidores avaliando que a desancoragem das expectativas de inflação em função da guerra fará o BC ser mais cauteloso. No comunicado de política monetária da semana ​passada, o BC voltou a citar um cenário marcado por “expectativas desancoradas” e “projeções de inflação elevadas”.

A inflação implícita nos títulos públicos brasileiros também ‌revela a desancoragem de expectativas. Conforme relatório divulgado ⁠pela manhã pela Warren Rena, a inflação acumulada em 12 meses implícita nos títulos públicos com vencimento em agosto deste ano estava em 4,84%, bem acima dos 3,52% de um mês atrás, antes da guerra.

Na terça-feira, o BC divulgará a ⁠ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), com mais detalhes sobre sua ⁠última decisão.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries recuavam após ⁠Trump adiar os ataques planejados ⁠às ​usinas iranianas. Às 16h38, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 5 pontos-base, a 4,34%.

Reuters

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