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TENNESSEE CRIA O “DIA DE DOLLY PARTON”

A HOMENAGEM DO GOVERNADOR DO ESTADO NATAL DA ARTISTA FOI FEITA NA SEGUNDA-FEIRA, 19, DATA EM QUE A CANTORA COMPLETOU 80 ANOS

João Carlos

20/01/2026

Placeholder - loading - Crédito da imagem: Dolly Parton / Divulgação
Crédito da imagem: Dolly Parton / Divulgação

O estado do Tennessee oficializou o Dia de Dolly Parton, celebrado em 19 de janeiro, data do aniversário de 80 anos da artista. A proclamação reconhece a trajetória de Dolly Parton como patrimônio cultural do estado e dos Estados Unidos, destacando sua relevância artística, impacto social e capacidade rara de atravessar décadas mantendo presença ativa na música.

Nascida no Tennessee, Dolly transformou suas origens em uma obra que dialoga com tradição, indústria e cultura popular. A homenagem estadual reforça um consenso: não se trata apenas de reverenciar o passado, mas de reconhecer uma artista que continua em movimento.

Um legado que segue ativo

A criação do Dia de Dolly Parton ocorre em um momento simbólico. Aos 80 anos, a artista segue em evidência, não como peça de museu, mas como presença ativa na indústria musical. O reconhecimento estadual funciona como chancela institucional de algo que o público já sabe há muito tempo: Dolly Parton não é apenas parte da história do Tennessee. O Tennessee também é parte da história de Dolly.

Dolly Parton e o Brasil

A artista americana Dolly Parton nunca foi apenas um nome associado ao universo country. Sua imagem e sua obra atravessam gêneros, épocas e mercados com uma naturalidade rara, o que explica por que sua presença também se consolidou fora dos Estados Unidos.

No Brasil, o público da Antena 1 conhece bem a voz de Dolly Parton no lendário dueto com Kenny Rogers em Islands in the Stream, um dos encontros mais emblemáticos da música country-pop e presença constante na memória afetiva de diferentes gerações de ouvintes.

Essa relação atravessa décadas. 9 to 5, lançada em 1980, tornou-se um dos maiores sucessos globais de Dolly Parton, alcançando o primeiro lugar da Billboard Hot 100 e consolidando a artista também no mercado pop, muito além do country tradicional.

No mesmo ano, a canção ganhou enorme projeção internacional ao integrar a trilha sonora do filme Como Eliminar o Seu Chefe (9 to 5), comédia estrelada por Jane Fonda, Lily Tomlin e a própria Dolly Parton em seu primeiro grande papel no cinema. No Brasil, o filme teve ampla circulação em salas de exibição e posteriormente na televisão, o que ajudou a fixar a música no imaginário popular brasileiro ao longo dos anos 1980 e 1990.

A associação entre cinema, rádio e televisão fez de 9 to 5 uma porta de entrada definitiva para o público brasileiro, consolidando Dolly Parton como uma artista reconhecida muito além do circuito country e garantindo sua presença contínua nas programações adultas contemporâneas, como a da Antena 1, décadas depois de seu lançamento.

O diálogo entre gerações

Mas o que mantém Dolly no centro da conversa cultural não é apenas o passado. É a forma como ela construiu pontes reais com artistas de diferentes gerações, sem perder identidade ou relevância.

No disco country mais recente de Beyoncé, Cowboy Carter, Dolly Parton aparece na faixa “Tyrant”, reforçando seu papel como referência viva dentro de um projeto que revisita e ressignifica as raízes do gênero.

Anos antes, ela já havia gravado com Norah Jones no álbum Feels Like Home, na faixa Creepin' In, mostrando sua capacidade de circular por territórios mais intimistas e sofisticados.

O diálogo com a novíssima geração também se faz presente. Dolly participa de Have The Heart, gravada ao lado de Post Malone, ampliando seu alcance para um público que consome música a partir de outras linguagens e plataformas.

Nenhuma dessas conexões, no entanto, é tão profunda quanto a relação com Miley Cyrus. Dolly é madrinha honorária de Miley, título dado por Billy Ray Cyrus, amigo de longa data da família. Desde a infância, Dolly atuou como mentora, oferecendo orientação artística e apoio pessoal, especialmente durante a transição da imagem de estrela infantil para uma artista adulta. Em entrevistas, incentivou Miley a assumir sua identidade criativa sem medo, reforçando a importância da autonomia e da autenticidade.

Essa relação extrapolou o simbólico. As duas dividiram o palco em performances marcantes de Jolene e Wrecking Ball, e Dolly chegou a participar da série Hannah Montana como tia da personagem, selando o vínculo também diante do grande público. Em 2024, a conexão ganhou um novo capítulo quando foi revelado que as duas são parentes distantes, descoberta que apenas fortaleceu um laço já tratado por ambas como familiar.

O ponto alto dessa parceria aconteceu na virada de 2022 para 2023, quando Dolly e Miley coapresentaram o especial da NBC Miley's New Year's Eve Party, transmitido ao vivo de Miami. O programa reuniu performances icônicas como I Love Rock ’n’ Roll, Walkin’ After Midnight, Jolene e um medley que uniu Wrecking Ball a I Will Always Love You, consolidando o encontro entre gerações como um evento pop de alcance global.

Logo depois, Dolly voltou a surpreender ao participar de Please Please Please, colaboração com Sabrina Carpenter que reforçou sua sintonia com o pop contemporâneo. Mais uma vez, não foi nostalgia. Foi leitura de tempo, contexto e linguagem.

Esse diálogo constante com o presente se reflete também no reconhecimento institucional. Em 2022, Dolly Parton foi incluída no Rock & Roll Hall of Fame, na categoria Performers, honra que reconhece sua influência muito além do country. Em vez de tratar a indução como um encerramento simbólico, Dolly respondeu com criação: lançou o álbum Rockstar, um projeto de rock amplamente elogiado que reuniu dezenas de convidados e gerou grande repercussão internacional. Entre os momentos mais comentados, a releitura de Let It Be ao lado de Paul McCartney e Ringo Starr simbolizou a dimensão histórica e artística do projeto.

Aos 80 anos, Dolly Parton segue fazendo algo raro: honra sua história enquanto constrói o agora. O Dia de Dolly Parton apenas oficializa o que a música já demonstra há muito tempo. O legado não está parado. Ele continua em expansão.

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