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Três pessoas são presas por protesto em igreja de Minnesota

Três pessoas são presas por protesto em igreja de Minnesota

Reuters

22/01/2026

Placeholder - loading - Agentes federais imobilizam uma pessoa,  cercados por gás lacrimogêneo em Minneapolis, Minnesota, EUA 21 de janeiro de 2026 REUTERS/Leah Millis
Agentes federais imobilizam uma pessoa, cercados por gás lacrimogêneo em Minneapolis, Minnesota, EUA 21 de janeiro de 2026 REUTERS/Leah Millis

Por Rich Matthews e Andrew Hay e Andrew Goudsward

MINNEAPOLIS, 22 Jan (Reuters) - Agentes ⁠federais prenderam três manifestantes de Minnesota que participaram de uma manifestação dentro de uma igreja contra um pastor que, segundo eles, tem um papel de liderança no Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), agência federal que realiza batidas agressivas na área de Minneapolis-St. Paul.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, disse nesta quinta-feira que agentes do FBI e da Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) atuaram nas prisões dos ativistas de direitos civis Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen, que ajudaram a organizar o protesto. William Kelly, um ativista anti-ICE e veterano do Exército, também foi preso, disse Bondi.

O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou em publicação no X que Levy Armstrong é acusada com base em uma lei federal que proíbe a obstrução física de casas de culto.

Um juiz em Minnesota rejeitou queixa criminal ​do Departamento de Justiça dos EUA contra o ex-âncora da CNN Don Lemon, ⁠que transmitiu ⁠o protesto ao vivo de dentro da igreja, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

'A procuradora-geral está furiosa com a decisão', disse a fonte sobre Bondi.

Os advogados de Levy Armstrong, Allen e Kelly não estavam disponíveis imediatamente para comentar as prisões. Lemon disse que não fazia parte do grupo de protesto e que estava trabalhando como jornalista.

Bondi afirmou que deve haver mais prisões por causa do protesto de domingo, em que dezenas de manifestantes interromperam um culto alegando que o pastor ‌David Easterwood era diretor do ICE, função que entraria em conflito com os valores cristãos.

As prisões ocorrem após uma declaração no ​fim de semana de Harmeet Dhillon, chefe da Divisão de Direitos Civis do ‌Departamento de Justiça, de que o ​órgão estava ​investigando possíveis violações da Lei de Liberdade de Acesso a Clínicas durante o protesto. A lei de 1994 proíbe a obstrução de centros de saúde reprodutiva e casas de culto.

Para Dhillon, o papel de Lemon como jornalista não o protegeu de fazer parte do que ela chamou de 'conspiração criminosa'.

Nesta quinta-feira, ​a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, publicou imagens das três prisões e disse que Levy Armstrong, Allen e Kelly seriam acusados de acordo com uma lei federal que proíbe as pessoas de conspirar para interferir nos direitos constitucionalmente protegidos de outros, como a livre prática da religião.

Levy Armstrong, uma advogada de direitos civis, disse que a retaliação do governo ao protesto representou um abuso de poder após o Departamento de Justiça dos EUA anunciar que não investigaria o agente do ICE Jonathan Ross pelo tiro que matou Renee Good, moradora de Minneapolis.

'É assim que você continua a nos levar em direção ao autoritarismo, quando você instrumentaliza os poderes de investigação que você tem e os departamentos que você tem', disse Levy Armstrong à Reuters na terça-feira.

Easterwood está listado como pastor da Cities Church em seu site e aparece em registros públicos como diretor interino do escritório de campo do ICE de St. Paul. Ele não respondeu a um pedido de comentário.

Em uma declaração, o pastor Jonathan Parnell disse que a Cities Church considera uma ação legal contra os 'agitadores' que 'abordaram membros de nossa congregação, assustaram crianças ⁠e criaram uma cena marcada por intimidação e ameaça'.

Vídeos do protesto mostraram os manifestantes cantando 'Fora ICE' e Parnell, em resposta, gritando: 'Que vergonha, esta é ‌a casa de Deus e estamos adorando'. Kelly pode ser ⁠visto em uma conversa acalorada com um homem.

Bondi disse que o protesto dentro da igreja batista fazia parte dos 'ataques a locais de culto' que não seriam tolerados sob a administração Trump.

Em um vídeo postado por Levy Armstrong no domingo, ela ficou dentro da igreja e disse ‍que o papel de Easterwood como pastor era incompatível com seu suposto papel de supervisionar os agentes do ICE, que mataram Good e atiraram em um imigrante venezuelano.

'Como você ousa afirmar ​ser ‌um pastor de Deus e está envolvido com o mal em nossa comunidade?', questionou Levy Armstrong.

(Reportagem de Rich Matthews, Andrew Hay e Andrew Goudsward)

Reuters

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